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Violência Urbana e seu Impacto sobre as Mulheres
 

Em discussão a violência urbana contra todos e todas e a violência contra as mulheres – quais são os pontos de intersecção?

Para responder essa e outras perguntas, o Instituto Patrícia Galvão, a Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo (coordenação Brasil) e a revista Fórum promoveram no dia 26 de março, em São Paulo, um encontro de pesquisadores/as e ativistas dos movimentos de mulheres que trabalham com a violência contra as mulheres. O evento, que contou com o apoio da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), teve significativa presença de estudantes universitários.

Compuseram a mesa de abertura: a professora Aldaiza Sposati, representante da PUC; Clara Charf, da coordenação Brasil da Associação Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo; Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão; e Anselmo Massad, da revista Fórum. Todos foram unânimes em destacar o ineditismo e a importância dessa discussão, que procura entender como a violência urbana, que hoje atinge homens e mulheres, afeta particularmente as mulheres.

Antes, a violência contra a mulher ocorria com mais freqüência dentro de casa. Com a participação crescente das mulheres no mercado de trabalho e na vida sociocultural do país, pode-se dizer que hoje a brasileira fica mais tempo na rua e está, em conseqüência, mais exposta aos riscos externos.

O pesquisador Renato Lima, chefe da Divisão de Estudos Socioeconômicos da Fundação Seade e coordenador científico do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apresentou algumas estatísticas sobre a segurança no estado de São Paulo. Acesse o arquivo da apresentação (em Power Point, 1.143 Kb).

Em seguida, a antropóloga Bárbara Soares – coordenadora da área de segurança e gênero do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania-CESeC, da Universidade Cândido Mendes/RJ, apontou a falta de diálogo entre as pesquisas com viés de gênero e as pesquisas de vitimização. Para a pesquisadora, isso impossibilita que se saiba de que forma, quando e o quanto as mulheres são vítimas de violência no país. “Para que se tenha uma política de intervenção, de enfrentamento da violência, é preciso ter o diagnóstico; se não se tem um diagnóstico, não há como planejar essa política e não há como avaliar se essa política foi eficaz ou não.”

Após comentar de forma breve as principais pesquisas nacionais e mundiais sobre violência contra as mulheres, Bárbara Soares listou alguns dos desafios a serem enfrentados. Para saber mais acesse a apresentação (em Power Point, 97 Kb).

A pesquisadora Wânia Pasinato, do Núcleo de Estudos da Violência, da Universidade de São Paulo, resumiu da seguinte maneira o objetivo principal do debate: “pensar em políticas públicas para as mulheres do ponto de vista dos direitos humanos: quais direitos precisam ser preservados, quais direitos estão sendo infringidos e o que precisamos fazer ainda para efetivar a cidadania das mulheres”.

Mais informações: (11) 3266-5434 ou ipgalvao@uol.com.br

Fontes: Instituto Patrícia Galvão e Jornal da Cultura, 26/03/07.

Pesquisa sobre Violência Contra a Mulher

NOVA
Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006

§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo companheiro

§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade

§ 64% acham que o agressor deveria ser preso

§ 75% consideram as penas aplicadas em casos de violência contra a mulher são irrelevantes

§ Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio
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