Tereza Cruvinel
trocou a redação do jornal O Globo por um gabinete no
sexto andar do bloco A da Esplanada dos Ministérios, onde
funciona a Secretaria de Comunicação do Governo Federal (Secom).
Deixou para trás 24 anos de bons serviços prestados a um dos
maiores diários do Brasil para assumir uma missão ousada:
presidir a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV
Brasil. Em uma pequena sala na Secom, onde está instalada
provisoriamente, Tereza Cruvinel recebeu IMPRENSA para uma longa
entrevista.
Na edição de novembro, a revista publica um perfil da
jornalista. Confira, abaixo, a entrevista com a presidente da TV
Brasil.

IMPRENSA - Como foi a sua despedida de O
Globo?
Tereza Cruvinel - Considero que tenho uma trajetória
vitoriosa no jornalismo, principalmente no político, onde fiz
toda a minha carreira. Vivi os anos de transformações políticas
mais importantes do nosso País. Tive o privilégio de exercitar o
jornalismo político por longos tempos, quase 21, em um espaço
muito nobre que O Globo me confiou. O jornal me deu uma
oportunidade extraordinária de desenvolver minha capacidade
analítica e de observar a política com o que eu acho mais
importante, que é a busca da compreensão. Foram anos muito
gratificantes e, por isso, explicitei a minha gratidão ao O
Globo por essa experiência e o jornal também, no texto de
Rodolfo Fernandes, no dia da minha despedida, disse que
estávamos tendo uma separação amigável, emocionalmente dolorosa,
mas que isso fazia parte da minha busca interior de passar outra
etapa profissional. Então, por essas razões profissionais, muito
mais pessoais do que profissionais, o chamado a fazer coisas
novas, ao invés de continuar a fazer por mais 10 anos aquilo que
já sabia a fazer muito bem, que aceitei o convite.
A senhora se lembra o dia em que recebeu o convite do
ministro Franklin Martins?
A questão da TV Pública é do meu interesse. Quer dizer, eu tive
outras oportunidades de deixar o que fazia, coluna política no
O Globo e comentário na Globonews, mas só um desafio que
me sensibilizasse muito e fosse ao encontro dos meus interesses
seria capaz de me levar a dar um passo tão grande como dei. No
sentido de trocar um lugar estável, uma trajetória bem sucedida,
para uma construção que está começando do zero. Eu sempre
acreditei que o Brasil tinha espaço para uma TV Pública. Há
muitos anos que existe essa discussão e muita gente acha que
isso começou ontem, pelo governo Lula. Não é verdade. Um dia o
ministro Franklin Martins me chamou para uma conversa geral
sobre como anda o nosso mercado, a satisfação de cada um. Ele
estava me sondando, mas eu não tinha entendido. E falamos da TV
Pública. Em suma, a conversa evoluiu por aí, se haveria
disposição minha para fazer isso. Muita gente não acreditava,
nem ele mesmo. Passei três dias pensando e disse a ele que ira
conversar com o jornal, com os meus superiores. Fui ao Rio, tive
uma conversa com Rodolfo Fernandes e outra com João Roberto
Marinho. Foram conversas muito civilizadas, eu diria até muito
afetuosas, onde a minha decisão estava muito bem formada. Sempre
deixei claro isso. Não tenho nenhuma insatisfação no jornal e
nem com as Organizações Globo. Foi um impulso meu de enfrentar
esse desafio e assim foi formalizada a minha saída do O Globo.
Acho que foi uma das saídas mais amistosas porque nem sempre um
desenlace de relacionamento profissional tão longo é pacifico. E
tivemos um desenlace muito legal.
Nesse período à frente da coluna, qual foi a matéria mais
marcante na sua carreira?
Trabalhei 24 anos no O Globo. Fui repórter de política.
Na minha carreira de jornalista política, as coisas mais
inesquecíveis estão relacionadas com o fim da ditadura. E a
cobertura mais inesquecível é a campanha das Diretas. Cobri
alguns comícios e as articulações. Não era colunista. Como
colunista, muitas coisas foram especialmente gratificantes, como
uma campanha de inclusão digital, que me rendeu o prêmio Unisys.
No cotidiano da política, sempre procurei oferecer análise. Tive
mais acertos do que erros.
A senhora acredita que experiência da TV Cultura de São Paulo
pode ajudar a TV Brasil?
A TV Cultura é uma experiência bem sucedida no sentido de que
ela procurou pautar no modelo público de gestão, um Conselho
Curador. Embora, ao longo dos governos, haja momentos de maior
ou menor intervenção governamental. Esse é um risco permanente
de toda TV Pública. Por isso, temos que ter todo cuidado e
explicar à sociedade que a TV é sua, sendo que o Conselho é o
seu representante. A idéia pode ser resumida em uma pergunta que
o ex-governador Mário Covas fez: "como é essa TV Cultura que eu
pago, mas não mando?." O governo paga a TV Pública, mas a
sociedade, por meio do Conselho, deve controlá-la. Nesse sentido
a TV Cultura nos ensinou muito. Mas nenhum modelo é perfeito,
acabado. A TV Cultura contribuiu com uma programação muito boa e
diferenciada e provou que há espaço para a TV Pública produzir
coisas diferentes no Brasil. Você tem um programa como o "Roda
Viva" que é vitorioso, talvez um dos programas mais vitoriosos
da TV brasileira. A TV pública pode fazer coisas diferentes.
Falando de modelos, vamos pegar dois modelos bem diferentes:
o da Venezuela e o britânico. Qual é o que mais se enquadra no
caso brasileiro?
A BBC é uma TV pública e é a experiência de mais êxito no mundo
porque tem mais independência e, por isso, tem a relação mais
tensa com o governo. A TV do Chávez é governamental. O nosso
ideal, o espelho que a gente busca, não copiar, mas adaptar
experiências é o modelo das TVs públicas européias. Entre elas,
destaca-se a BBC.
E o financiamento da TV pública, como será feito? Será
cobrado um imposto como acontece em alguns casos da Europa?
Esses R$ 350 milhões são suficientes?
Isso está definido na Medida Provisória. Claro que não há espaço
no Brasil, pela nossa desigualdade e a carga tributária que é
alta, para cobrar um tributo como é na Inglaterra, Alemanha e
Canadá. O modelo de financiamento que está estabelecido na MP é
dotação orçamentária. Então, os R$ 350 milhões correspondem à
dotação orçamentária do ano que vem. O governo federal já gasta
R$ 220 milhões com a TVE do Rio de Janeiro e com a Radiobrás. Se
você fizer a conta, o acréscimo está sendo muito pequeno, R$ 80
milhões. E se você considerar que várias TVs estaduais vão
entrar numa rede, vão ter upgrade na sua programação, vão
prestar melhores serviços à população, vão produzir conteúdo
regional, esses recursos estão sendo otimizados. Na verdade, não
acho que é um investimento tão significativo assim porque já
existe uma base de gasto. Com ou sem a TV Brasil, já está se
gastando. Além disso, existem outras fontes como publicidade
institucional de empresas públicas, estatais e privadas,
financiamento de produção com as leis de incentivo à cultura,
Lei Rouanet, e podemos obter receitas com doações. E temos
também a possibilidade de prestar serviços aos governos federal,
estadual ou setor privado, como uma produtora. Nós temos essa
diretoria que vai ter essa possibilidade. Enfim, quanto mais nós
ampliarmos a receita, além da dotação orçamentária, melhor para
a TV Pública, melhor para a sua qualidade e para ela ser mais
independente do Estado.
A TV Pública já tem data para entrar no ar? Como está sendo o
cronograma e a estruturação?
O nosso objetivo é aproveitar o máximo possível os quadros das
duas instituições: o da TVE e da Radiobrás. Tem muita gente de
qualidade. Alguma coisa, muito específica, um quadro muito
especial. Nós podemos pedir autorização ao Conselho
Administrativo para contratar. São casos muito especiais.
Recentemente, saiu uma notícia dizendo que a TV pública pode
contratar sem concurso. Não se trata disso. Não tem uma fila de
inscrições aberta aqui. Também não haverá demissões. No que
tange ao cronograma, gostaríamos de aproveitar o dia 2 de
dezembro, quando o Brasil entra na era digital, para unificar a
programação das emissoras. Temos um canal novo em São Paulo, em
sistema digital, que já poderia estrear nesse dia. Gostaríamos
de fazer coincidir a era digital com a era da TV pública em rede
no Brasil. Mas precisamos avaliar se é possível cumprir esse
cronograma, pois há providências burocráticas que precisam ser
tomadas para que nada escape da legalidade. Estamos levando com
muita cautela e com muito cuidado. Se não for possível cumprir
esse cronograma, nós vamos mudá-lo.
A senhora vai mudar para o Rio?
A sede é no Rio, mas a central de jornalismo, dirigida pela
Helena Chagas, fica em Brasília. Eu vou procurar estar presente
um pouco no Rio, mas vou continuar morando no Distrito Federal.
Por que?
Porque a atividade de um presidente não é de executor da
televisão. Não sou diretora executiva, é o Orlando Senna. A
atividade de um presidente tem muito a ver com a representação e
com as diretrizes gerais da televisão, a interface com o
Conselho e com a sociedade. Então, quando as pessoas perguntam
muito se eu já dirigi uma televisão, respondo que nunca dirigi.
Mas não é isso que vou fazer no dia-a-dia. Não vou operar a
programação, o conteúdo diretamente. Por isso que tem a figura
do diretor geral executivo que é o Orlando Senna, um homem de
televisão, de audiovisual, e com experiência nessa área, além de
uma diretoria, de pessoas muito competentes em suas respectivas
áreas como Helena Chagas, no jornalismo e toda diretoria.
Por a sede ser no Rio, não dificulta a aprovação?
As bancadas do Distrito Federal e de Goiás vêm expressando forte
desejo e pressão para que a sede seja em Brasília. Mas nós temos
conversado com eles e demonstrado a dificuldade de transpor para
o DF a maior unidade produtora de conteúdo da futura rede que é
a TVE. Como você vai transferir uma unidade daquela para
Brasília. É uma unidade produzindo. Isso é criar custo. Agora,
aqui vai ter um escritório central e o jornalismo, e algum outro
conteúdo que também será aqui. Na medida que a rede vai se
constituindo, ampliando, veremos para onde ela se expande. Acho
que há muito futuro para a TV Brasil em Brasília, mas transpor a
principal unidade produtiva para cá é inviável.
O debate dessa televisão não está muito concentrado no eixo
Brasília-Rio-São Paulo?
Não é verdade. É porque Brasília, São Paulo e Rio são unidades
federais, mais o Maranhão, porque a TVE do Maranhão é federal.
São estruturas da Empresa Brasil de Comunicação, empresa gestora
da TV Brasil. As outras TVs educativas são estaduais. Nós não
mandamos nela e desejamos construir uma rede. Estão chegando
pedidos seguidos de estados que querem firmar convênio de adesão
para participar da Rede Brasil de Televisão.
Por falar em Conselho, como está a formação? Há especulações
das entidades não governamentais que lançam nomes como Mano
Brown. Como vê essas especulações?
É natural que muita gente queira entrar no Conselho da TV
pública. É natural que haja implantação de nomes para ver se
emplaca. É natural que as organizações pensem que será uma
federação de entidades representativas da sociedade. Mas não é
assim. A concepção do Conselho é que ele seja composto com
pessoas com grande representação da sociedade, mas, enquanto
pessoas físicas, enquanto profissionais, enquanto intelectuais
ou enquanto ativistas de um setor. Mas não de entidade, não de
organizações, não de movimento sociais ou sindicais. Acabaria-se
tendo uma espécie de partidarização. O que se busca é um
conselho plural. Agora, eu, como presidente da diretoria
executiva, não estou apitando na montagem do conselho. Não devo.
Mas quem está sugerindo esses nomes? O presidente Lula?
Acho que o presidente Lula buscou a forma mais democrática de
montar esse Conselho. Ele poderia tirar do bolso do colete. Mas
o que ele fez foi convidar uma pessoa com trânsito muito largo
na sociedade, de muita respeitabilidade que é o doutor Luiz
Gonzaga Belluzzo e o encarregou de apresentar uma lista múltipla
de nomes. Agora, fica uma pergunta: se não for o presidente,
quem fará a nomeação? Vamos fazer uma eleição direta? Estudamos
todos os conselhos de gestão pública no mundo e, até agora, não
há exemplos em que o Conselho Curador surja da própria
sociedade. Ninguém descobriu uma fórmula mais democrática. Na
Inglaterra, por exemplo, a rainha apresenta nomes ao
primeiro-ministro. Quem apresenta para a rainha? Acho que não há
muito como fugir desse esquema. Agora, o presidente da República
não pode destituir um Conselheiro. Quem pode destituir um
Conselheiro são três quintos do próprio Conselho.
Há pressão de aparelhamento político desse Conselho?
Olha, acho que se o presidente Lula quisesse fazer um Conselho
para atender interesses políticos ele tiraria do bolso e
indicava sem ouvir ninguém. Acho que, quando o Belluzzo divulga
os nomes que apresentou, isso já dificulta a eventual tentativa
de aparelhá-lo. Há alguns critérios, como ninguém do governo
pode entrar e não haverá representantes de partidos. A não ser
que o Congresso faça uma mudança na MP, que inclua
representantes das duas casas. Não vejo nenhuma pressão. O que
vejo são aspirações, muita gente gostaria de ser membro do
Conselho.
Mas é um poder fascinante o da televisão... É um risco que se
apresenta, caso sejam aceitas pressões de pessoas de uma
determinada tendência, assumir cargos-chave dentro da TV?
Até agora não vi nenhum nome que represente aparelhamento. Todos
os nomes que devem estar na lista do doutor Bellluzzo são
representativos. Tenho certeza que o presidente Lula, ao
escolher essas pessoas, estará consciente de que é muito
importante a representatividade desse primeiro Conselho para a
credibilidade da TV pública. Não tenho receio de que esse
Conselho tenha distorções em sua finalidade.
Como está vendo as críticas que vêm da oposição no Congresso
à TV pública?
Existem alguns parlamentares que acham que a TV é
desnecessária, mas a crítica mais freqüente que está vindo do
Congresso é o uso de medida provisória ao invés de projeto de
lei. Sobre isso já conversei com alguns parlamentares e pretendo
conversar com muitos explicando duas coisas: a primeira, o
porque da medida provisória. Seria ideal se tivesse um projeto
de lei fosse discutido durante um ano no Congresso. Seria ideal
se essa TV pública tivesse nascido do zero. Agora, quando
envolve duas instituições já existentes (TVE e Radiobrás), onde
já há grande insegurança sobre o futuro, sobre o que será feito
dos funcionários, do patrimônio, acho uma temeridade ficar
discutindo durante meses e as pessoas ficarem mais tempo
expostas às incertezas. A outra questão é o dia 2, a entrada da
TV digital. É esse momento tecnológico novo que viabiliza a
constituição da TV pública e que gostaríamos de estar nesse
calendário.
A senhora disse que quer conversar com muitos parlamentares.
Antigamente, esses parlamentares eram a sua fonte. Hoje, está
trabalhando para aprovação de um projeto. Como a senhora vê essa
inversão de papel?
Olha é uma mudança de papel, mas não estou sentindo nenhum
desconforto. Porque estou convencida da necessidade e da
oportunidade rara, talvez a última, de ter uma rede de TV
pública no Brasil. E quando você está convencida de que tem uma
boa causa, reduz qualquer desconforto. Não tenho dificuldades de
conversar com nenhum segmento do Congresso. Fiz um jornalismo
pluralista que sempre dialogou com todas forças políticas. Hoje
tenho canais e isso está sendo um bom capital para exercer essa
tarefa de debater. Tenho várias agendas no Congresso e irei em
todos os fóruns para explicar a TV pública.
Acredita que a MP da TV pública pode ter o mesmo caminho do
Ministério do Futuro, quando foi rejeitado no Senado?
Não acredito nesse risco. Primeiro, porque este episódio
aconteceu no contexto de disputa máxima na crise do Senado.
Creio que a MP da TV pública vai ser votada em outro contexto.
Segundo, aquilo foi um troco de uma bancada [PMDB] e foi mal
gerida politicamente. Nós esperamos não cometer nenhum erro no
gerenciamento da tramitação da MP. Para isso mesmo que será
feito esse trabalho de contato direto dos gestores com os
parlamentares. É claro que os ministros Franklin e Mares Guia
vão ajudar, os líderes do governo, mas nós, que vamos ser
responsáveis pela implantação da TV, estaremos lá diretamente.
Eu, Helena Chagas e o Orlando Senna estamos dividindo tarefas
nesse sentido.
Acredita que quando sair da TV pública a sua credibilidade
vai ficar abalada por participar do governo Lula?
Duas coisas. Primeiro, embora não ache que trabalhar em governo
não seja demérito profissional para ninguém. Muitos grandes
profissionais trabalharam e voltaram para o mercado de trabalho.
Embora não veja nenhum problema nisso, estou indo dirigir uma
instituição independente que o governo patrocina. Não estou
trabalhando em uma atividade fim do governo. Não sou ministra do
governo, presidente de estatal. Vejo a TV pública independente,
que tem apoio do governo. Quanto as minhas dificuldades
profissionais, não tenho receio sobre o meu futuro. Primeiro,
porque acho que tenho experiência profissional suficiente para
fazer muitas coisas na vida. Não sei o que vai ser feito quando
o meu mandato acabar. Se a MP for aprovada e a TV pública for
vitoriosa, terei um mandato de quatro anos demissíveis pelo
Conselho Curador. Antes de ser jornalista, venho de uma longa
trajetória, fiz muitas outras coisas. Se não tiver mais espaço
no jornalismo, não terei dificuldades para sobreviver.
Há muito tempo a senhora vem sofrendo acusações de que tem
ligações com o PT, principalmente do Diogo Mainardi. Esses
ataques pesaram na sua decisão?
Eu seria falsa se falasse que não senti nenhum desconforto,
nenhum desagrado com isso. É realmente muito desconfortável.
Você está trabalhando, dando o melhor de si, fazendo o
jornalismo de sempre, meu jornalismo é o mesmo de vinte atrás,
pautado pelo significado dos fatos. Mas não foi isso que pesou
na minha decisão, esse tipo de ataque sofro desde 2004. No
governo Fernando Henrique, também, muita gente gostava de dizer
que eu era serrista porque cobri as atividades do ministro José
Serra, que foi excelente Ministro da Saúde. Então, isso vem de
longe. Mas, como a luta política se acerbou no governo Lula,
esse tipo de projeção da luta política no jornalismo aumentou.
Mas isso não pesou na minha decisão. Isso vem acontecendo.
Passei por isso no outro governo, nesse, mas não foi isso que
pesou. Acho que o jornalismo passa por um momento difícil por
conta dessa ocorrência mais acuda de intolerâncias e de projeção
de luta política. Mas o jornalismo é uma atividade eterna, a
mais bela profissão do mundo, maior que essas dificuldades
conjunturais.
Quando sofreu esses ataques do Diogo Mainardi ficou muito
calada. Você tem alguma coisa, uma resposta para ele?
Não tenho nada a dizer a ele. O meu trabalho é que fala por mim.
O meu trabalho na minha saída foi amplamente reconhecido pelas
pessoas que entendem do jornalismo. |