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Ministra Nilcéa Freire e movimentos das
mulheres discutem políticas na Alesp
Da Redação
Em reunião ocorrida nesta quarta-feira,
30/01, no Auditório Teotônio Vilela, a ministra da Secretaria Especial de
Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, e o movimento Articulação Mulher e
Mídia, discutiram formas de atuação conjunta das entidades governamentais e
civis para tratar de possíveis formas de ser criado um controle social sobre
a imagem da mulher nos meios de comunicação.
De acordo com Rachel Moreno, do Observatório da Mulher, foram aprovados no
encontro a realização de um seminário com a representante do ministério e
das entidades envolvidas no movimento, a ser realizado no dia 23 de abril
próximo, sobre a Construção do Controle Social da Imagem da Mulher na Mídia;
o estabelecimento de um eixo de participação dos outros ministérios nas
questões relacionadas ao tema, como o Ministério da Cultura, por exemplo; e
a elaboração de um Edital pela secretaria com a intenção de estimular
trabalhos para a formatação de uma metodologia e de um observatório da
imagem da mulher na mídia.
Segundo Nilcéa, é impossível monitorar algumas mídias, como a internet.
“Houve um caso em que foi veiculado no Orkut uma página em que as pessoas
sugeriam formas de espancar uma mulher. O caso foi denunciado e a Polícia
Federal acionada. Este caso ilustra bem onde termina o papel governamental e
começa o papel da sociedade civil, ou seja, a comunidade tem de denunciar
para que possamos agir, mas para agir é preciso ter estrutura para
encaminhar e solucionar os problemas”.
O grupo Articulação Mulher e Mídia é composto por mais de 20 entidades,
entre as quais o Observatório da Mulher, Marcha Mundial de Mulheres, Rede
Feminista de Saúde, União de Mulheres, Instituto Patrícia Galvão, Secretaria
Nacional de Comunicação da CUT, Secretaria Municipal de Combate ao Racismo
PT/SP, Geledés e o Coletivo de Mulheres Ana Montenegro.
Na segunda parte do evento, a ministra Nilcéa Freire justificou a criação do
Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, iniciativa do
governo federal, em parceria com governos municipais e estaduais e também
com a sociedade civil, que consiste em conjunto de ações a serem executadas
de 2008 a 2011.
Nilcéa afirmou que as ações serão prioritárias em 11 estados, incluindo São
Paulo e Rio de Janeiro, pela complexidade de suas situações urbanas e que
também devem ser discutidas as estratégias para divulgar e consolidar o
Pacto.
Houve apresentação das metas e desafios do Pacto Nacional, que focarão a
formação da Política Nacional de Enfrentamento à Violência contra as
Mulheres, especialmente quanto à prevenção, atenção e garantia de direitos
das mulheres.
Também foi destacada a necessidade de implementação plena da Lei Maria da
Penha, a promoção dos direitos humanos das mulheres em situação de prisão,
dos direitos sexuais e reprodutivos, enfrentamento à feminização da Aids e
outras DSTs e combate à exploração sexual e ao tráfico de mulheres. Dados da
Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 foram divulgados, mostrando os
tipos de problemas mapeados.
Após a apresentação do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra
a Mulher, foi aberto debate entre as participantes e representantes de
diversos movimentos de mulheres.
Publicado no
Portal da Alesp, 30/01/08.
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| Pesquisa sobre Violência Contra a Mulher |
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Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo
companheiro
§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa
como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade
§ 64% acham que o agressor deveria ser preso
§ 75% consideram as penas aplicadas em casos de violência
contra a mulher são irrelevantes
§
Nove em cada 10 mulheres lembram de
ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou
rádio
Leia mais
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