Seminário Democratizar a Comunicação para Democratizar a Vida Social
Data/horário: 30 de
julho de 2008, das 8h30 às 18h
Local: sede do SOS Corpo (Rua Real da Torre, 593, Madalena,
Recife/PE).
Durante o seminário serão apresentadas três
experiências de comunicação feminista, com a participação de
integrantes da Rádio Mulher (Palmares, Pernambuco), Loucas de Pedra
Lilás (vídeo e/ou teatro) e a assessoria de imprensa do Fórum de
Mulheres de Pernambuco.
De acordo com a
equipe que organiza o seminário, o debate também pretende focar a
Plataforma dos Movimentos Sociais sobre a Reforma Política numa
perspectiva feminista, considerando que a democratização da
comunicação é um dos eixos da Plataforma.
Para esse debate
foram convidadas: Aline Lucena/Sinos, que tratará do "Contexto atual
da luta pela democratização da comunicação"; Michelle Prazeres/Ação
Educativa (A democratização da comunicação no âmbito da Reforma
Política) e Ana Veloso/Centro das Mulheres do Cabo (Feminismo e
Democratização da Comunicação).
Informações e inscrições
(vagas limitadas) - tel. (81) 3421.5573 ou
loucas@loucas.org.br
Saiba mais sobre o Seminário:
O Feminismo e a
democratização da Comunicação
As proposições políticas do feminismo para efetivar o direito humano à
comunicação e, assim, democratizar os meios e o acesso à comunicação é
o foco da palestra da Jornalista Ana Veloso, do Fórum de Mulheres de
Pernambuco. “Vou trabalhar o princípio da autonomia das mulheres com
relação à produção e veiculação de conteúdos feministas em todos os
meios de comunicação a questão antropológica do direito humano à
comunicação com o princípio da autodeterminação feminista”, explica
Ana .
A democratização da comunicação no
âmbito da Reforma Política
A intervenção das mulheres na estrutura
e no conteúdo da comunicação, para além do debate sobre o conteúdo (subrepresentação,
tratamento da mulher como mercadoria) é o foco do debate que será
realizado por Michele Prazeres, da Ação Educativa e do Intervozes.
“Tratar da participação das mulheres nos espaços de tomada de decisão
política da comunicação é fundamental. A reforma política é uma
oportunidade de angariarmos forças e ampliar este movimento, afirmando
que não existe democracia possível sem uma comunicação democrática.
A reforma política é uma oportunidade de afirmar as mudanças
necessárias na estrutura da comunicação que, aos poucos, começa a
ganhar um desenho e uma institucionalidade, mas um desenho e uma
institucionalidade sem planejamento algum, e por conseqüência, sem
participação alguma da população”, reforça Michele.
Rádio Mulher (Palmares)
apresenta experiência em comunicação
A
radialista Eliane Nascimento vai apresentar a história bem sucedida
do programa Rádio Mulher, de Palmares, na Zona da Mata do Estado,
que há 11 anos no ar figura o 2º lugar na audiência da grade da
programação de uma rádio comercial – a Quilombo dos Palmares FM. “É
um projeto inovador, um programa feminista diário, de segunda a
sexta-feira, com uma hora de duração, que há mais de uma década tem
tido ótima aceitação. Abordamos em linguagem simples assuntos que
envolvem o cotidiano das mulheres, questões relacionadas à saúde,
política, entre outros temas, além de abrir espaço para interação
com as ouvintes”, comenta Eliane.
Fórum de Mulheres de Pernambuco, o feminismo e a imprensa
A importância para o feminismo da relação do Fórum de Mulheres
de Pernambuco com a mídia pernambucana será tratado pela assessora
de comunicação da entidade, Emanuela Marinho. “O Fórum tem a
comunicação como uma das questões prioritárias, prezamos pelo
trabalho de multiplicar as falas, as vozes das mais diferentes
mulheres. Na divulgação das nossas lutas, conseguimos incluir o
feminismo na agenda da mídia. Este é um artifício que muitos
movimentos ainda não despertaram, não utilizam porque não sabem a
relevância que tem”, analisa Emanuela.
Loucas de Pedra Lilás trata sobre experiência em comunicação
Na troca de experiências feministas em comunicação, uma das
organizadoras do seminário e coordenadora do Louca de Pedra Lilás,
Gigi Bandler, vai abordar a difícil missão de traduzir a
complexidade do cotidiano para o público. “Faço parte de um grupo
que começou com o teatro, sem medo do ridículo, unindo a política e
a arte de forma mais simples, que pudesse envolver mais gente e para
mais gente. Vou tratar da experiência da Louca de Pedra Lilás, de
comunicação universal, que liga o belo, propõe a reflexão de forma
bem humorada, no intuito de abrir a mente para a nossa luta”,
enfatiza Gigi.
Por Le Fil
Comunicação, que apóia a comunicação do SOS Corpo
|