Veja abaixo alguns
destaques das exposições e imagens da mesa sobre a Conferência Nacional de
Comunicação

7 de dezembro (6ª feira), das
9h às 12h
Mesa 3 –
Conferência Nacional de Comunicação
Acesse aqui a matéria completa sobre esta
mesa:
"Mulheres assumem desafio de construir a
conferência de comunicação"
Expositores/as
Angela
Freitas
(RJ) - Articulação de Mulheres Brasileiras
Bia
Barbosa
(SP) -
Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social
Glaucia
Matos Adeniké
(SP) -
Fórum Nacional de Mulheres Negras
Lurdinha
Rodrigues
(SP) –
Liga Brasileira de Lésbicas
Nalu Faria
(SP) - Marcha Mundial das Mulheres
Nilza
Iraci
(SP) - Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras
Vera Daisy
Barcellos
(RS) - Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos
Reprodutivos
Coordenadora:
Jacira Melo
(SP) - Instituto Patrícia Galvão
Debate

Jacira
Melo abre os trabalhos e coordena a mesa do dia
Bia Barbosa e Nalu Faria
Bia
Barbosa - Intervozes
“A
Conferência Nacional de Comunicação não deve se apoiar apenas no objetivo
de discutir um marco regulatório para o setor no Brasil, mas de apontar
princípios e diretrizes para este marco e para políticas públicas de
comunicação. As mulheres devem se apropriar deste processo e entrar no
Movimento pró-Conferência o mais rápido possível”.
Nalu Faria
– Marcha Mundial das Mulheres
“Não temos dúvida em relação ao quanto a atual estrutura e a
organização dos meios de comunicação são responsáveis pela manutenção de
uma hegemonia e dos pensamentos conservadores. Precisamos pensar na
conferência como um momento de disputar esta hegemonia por um pensamento
emancipatório. Precisamos, enquanto feministas, construir uma visão comum
deste campo e construir alianças amplas, para além do movimento de
mulheres, articulando a luta pela comunicação aos nossos processos de luta
e mobilizações. Precisamos nos envolver no movimento pró-conferência e
pensar como pressionamos o Poder Executivo a realizar a conferência”.
Angela Freitas e Lurdinha Rodrigues
Angela Freitas – Articulação de Mulheres
Brasileiras
“As conferências e outros mecanismos de participação no Brasil,
como conselhos, hoje são frágeis, não dialogam entre si, não tensionam o
sistema representativo vigente, e a participação popular nestes espaços é
majoritariamente consultiva, setorializada, reproduzindo a fragmentação
existente nas políticas públicas e o distanciamento das decisões
econômicas referentes à alocação de recursos públicos. A construção de um
sistema de participação popular requer necessariamente transformações no
sistema político. É preciso tornar a conferência de comunicação um momento
político para trazer o debate amplo para a sociedade, visibilizar os
interesses em jogo, formar opinião nos movimentos sociais sobre a questão
da comunicação”.
Lurdinha Rodrigues – Liga Brasileira de Lésbicas
“Tenho a sensação de que estamos vivendo um momento histórico.
Resgatando as propostas das primeiras conferências de saúde (1941) e das
mulheres (2004), elas tinham como objetivo estabelecer diretrizes para as
políticas e fundamentações para os seus respectivos planos. Onde queremos
chegar com a conferência de comunicação? Precisamos sair do varejo e
entrar na definição de políticas mais estruturantes de comunicação.
Precisamos de um encontro convocado pelo Executivo, que pense o Conselho
Nacional de Comunicação, uma política nacional de comunicação e que tenha
como princípios norteadores a comunicação como direito humano, o direito à
informação não-discriminatória, o direito à visibilidade de todos os
sujeitos políticos e que estes direitos e sua aplicação sejam critérios
para a concessão de qualquer veículo de comunicação e que a publicidade
oficial considere a postura destes veículos”.

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Nilza Iraci e Vera Daisy Barcellos
Nilza Iraci – Articulação de ONGs de Mulheres
Negras Brasileiras
“Mais uma conferência dá um frio na espinha, mas nós,
feministas, afirmamos que o século XXI é nosso. Então, que seja. Na
Conferência de Comunicação precisaremos sair do nosso discurso cotidiano
da denúncia. Discutir a representação na mídia e nos espaços públicos não
vai ser suficiente. Precisamos nos preparar, se não, será mais um evento.
E a importância das conferências para além dos encontros é a mobilização
que eles têm em potencial. Precisamos pensar a intervenção e a presença
das mulheres, e está colocado um grande desafio. O enredo é fascinante e o
quanto vamos conseguir incidir vai depender de nossa capacidade de
mobilização e de produção de informação para qualificar o nosso discurso”.
Vera Daisy Barcellos – Rede Feminista de Saúde
“Devemos reacender o debate sobre o direito à informação como
direito humano fundamental, inserido no campo da liberdade de expressão. É
preciso que tenhamos uma comunicação sem discriminação de raça, cultura,
religião, orientação sexual e condição social. Falar como o direito à
comunicação é a base para lutar por uma sociedade democrática. A
conferência deve ser plural, ampliada, para que possamos debater, ver o
contraditório, tirar diretrizes para um setor central, que precisa de um
marco regulatório, para temas fundamentais como as concessões, uma
legislação atualizada, incentivo à produção regional e à diversidade de
toda e qualquer ordem. Isso tudo interagindo com o advento da TV digital e
da convergência. Precisamos de políticas que incentivem a produção
independente e que promovam o conteúdo de qualidade, que abordem temas
para disseminar junto à população o conhecimento sobre direitos e controle
social, apoiando encontros que possam estabelecer consensos e estratégias
em torno da defesa destes direitos”.

Glaucia Matos Adeniké
Glaucia Matos Adeniké – Fórum
Nacional de Mulheres Negras
“A Conferência de Comunicação deve ser um encontro para discutir a
lei geral de comunicações, o órgão regulador, a expressão da diversidade.
Mas deve ser também um espaço para ouvir a população sobre como ela se
sente sendo representada nos meios de comunicação. Que papel teríamos que
cumprir na organização desta conferência, que pretende discutir temas que,
para nós, estão tão distantes e são de tão difícil compreensão? Fortalecer
os fóruns locais seria uma oportunidade de preparar a transformação
revolucionária que queremos”.
Acesse aqui a matéria completa sobre esta
mesa:
"Mulheres assumem desafio de construir a
conferência de comunicação"
Rachel Moreno (Articulação Mulher e Mídia) e Vera Vieira (Rede Mulher de
Educação)
Michelle Prazeres (Intervozes) e Rejanne Soares (Coletivo de Negras
Feministas da Amazônia)
Jacira Melo (Instituto Patrícia Galvão) e Denise Viola (Rede de
Mulheres em Comunicação)
Janaína Oliveira (Na Mira Produções) e Samantha Buglione (Jornadas pelo
Direito ao Aborto Legal e Seguro)