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Reunião de aprofundamento e elaboração de propostas sobre

Gênero, Democracia e Políticas Públicas de Comunicação

 São Paulo, 6 e 7 de dezembro de 2007
 

Veja abaixo alguns destaques das exposições e imagens da mesa sobre a Conferência Nacional de Comunicação
 

 

7 de dezembro (6ª feira), das 9h às 12h
Mesa 3 – Conferência Nacional de Comunicação
Acesse aqui a matéria completa sobre esta mesa:
"Mulheres assumem desafio de construir a conferência de comunicação"

Expositores/as

Angela Freitas (RJ) - Articulação de Mulheres Brasileiras

Bia Barbosa (SP) - Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social

Glaucia Matos Adeniké (SP) - Fórum Nacional de Mulheres Negras

Lurdinha Rodrigues (SP) – Liga Brasileira de Lésbicas

Nalu Faria (SP) - Marcha Mundial das Mulheres

Nilza Iraci (SP) - Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras

Vera Daisy Barcellos (RS) - Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos

Coordenadora: Jacira Melo (SP) - Instituto Patrícia Galvão

Debate

 

 

 

Jacira Melo abre os trabalhos e coordena a mesa do dia

 

 

Bia Barbosa e Nalu Faria

 

Bia Barbosa - Intervozes
 

“A Conferência Nacional de Comunicação não deve se apoiar apenas no objetivo de discutir um marco regulatório para o setor no Brasil, mas de apontar princípios e diretrizes para este marco e para políticas públicas de comunicação. As mulheres devem se apropriar deste processo e entrar no Movimento pró-Conferência o mais rápido possível”.

 

Nalu Faria – Marcha Mundial das Mulheres

“Não temos dúvida em relação ao quanto a atual estrutura e a organização dos meios de comunicação são responsáveis pela manutenção de uma hegemonia e dos pensamentos conservadores. Precisamos pensar na conferência como um momento de disputar esta hegemonia por um pensamento emancipatório. Precisamos, enquanto feministas, construir uma visão comum deste campo e construir alianças amplas, para além do movimento de mulheres, articulando a luta pela comunicação aos nossos processos de luta e mobilizações. Precisamos nos envolver no movimento pró-conferência e pensar como pressionamos o Poder Executivo a realizar a conferência”.

 

 

Angela Freitas e Lurdinha Rodrigues

 

Angela Freitas – Articulação de Mulheres Brasileiras

“As conferências e outros mecanismos de participação no Brasil, como conselhos, hoje são frágeis, não dialogam entre si, não tensionam o sistema representativo vigente, e a participação popular nestes espaços é majoritariamente consultiva, setorializada, reproduzindo a fragmentação existente nas políticas públicas e o distanciamento das decisões econômicas referentes à alocação de recursos públicos. A construção de um sistema de participação popular requer necessariamente transformações no sistema político. É preciso tornar a conferência de comunicação um momento político para trazer o debate amplo para a sociedade, visibilizar os interesses em jogo, formar opinião nos movimentos sociais sobre a questão da comunicação”.

Lurdinha Rodrigues – Liga Brasileira de Lésbicas

“Tenho a sensação de que estamos vivendo um momento histórico. Resgatando as propostas das primeiras conferências de saúde (1941) e das mulheres (2004), elas tinham como objetivo estabelecer diretrizes para as políticas e fundamentações para os seus respectivos planos. Onde queremos chegar com a conferência de comunicação? Precisamos sair do varejo e entrar na definição de políticas mais estruturantes de comunicação. Precisamos de um encontro convocado pelo Executivo, que pense o Conselho Nacional de Comunicação, uma política nacional de comunicação e que tenha como princípios norteadores a comunicação como direito humano, o direito à informação não-discriminatória, o direito à visibilidade de todos os sujeitos políticos e que estes direitos e sua aplicação sejam critérios para a concessão de qualquer veículo de comunicação e que a publicidade oficial considere a postura destes veículos”.

 

Nilza Iraci e Vera Daisy Barcellos

 

Nilza Iraci – Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras

“Mais uma conferência dá um frio na espinha, mas nós, feministas, afirmamos que o século XXI é nosso. Então, que seja. Na Conferência de Comunicação precisaremos sair do nosso discurso cotidiano da denúncia. Discutir a representação na mídia e nos espaços públicos não vai ser suficiente. Precisamos nos preparar, se não, será mais um evento. E a importância das conferências para além dos encontros é a mobilização que eles têm em potencial. Precisamos pensar a intervenção e a presença das mulheres, e está colocado um grande desafio. O enredo é fascinante e o quanto vamos conseguir incidir vai depender de nossa capacidade de mobilização e de produção de informação para qualificar o nosso discurso”.

Vera Daisy Barcellos – Rede Feminista de Saúde

“Devemos reacender o debate sobre o direito à informação como direito humano fundamental, inserido no campo da liberdade de expressão. É preciso que tenhamos uma comunicação sem discriminação de raça, cultura, religião, orientação sexual e condição social. Falar como o direito à comunicação é a base para lutar por uma sociedade democrática. A conferência deve ser plural, ampliada, para que possamos debater, ver o contraditório, tirar diretrizes para um setor central, que precisa de um marco regulatório, para temas fundamentais como as concessões, uma legislação atualizada, incentivo à produção regional e à diversidade de toda e qualquer ordem. Isso tudo interagindo com o advento da TV digital e da convergência. Precisamos de políticas que incentivem a produção independente e que promovam o conteúdo de qualidade, que abordem temas para disseminar junto à população o conhecimento sobre direitos e controle social, apoiando encontros que possam estabelecer consensos e estratégias em torno da defesa destes direitos”.
 

Glaucia Matos Adeniké

Glaucia Matos Adeniké – Fórum Nacional de Mulheres Negras

“A Conferência de Comunicação deve ser um encontro para discutir a lei geral de comunicações, o órgão regulador, a expressão da diversidade. Mas deve ser também um espaço para ouvir a população sobre como ela se sente sendo representada nos meios de comunicação. Que papel teríamos que cumprir na organização desta conferência, que pretende discutir temas que, para nós, estão tão distantes e são de tão difícil compreensão? Fortalecer os fóruns locais seria uma oportunidade de preparar a transformação revolucionária que queremos”.

 

Acesse aqui a matéria completa sobre esta mesa:
"Mulheres assumem desafio de construir a conferência de comunicação"

 

 

Rachel Moreno (Articulação Mulher e Mídia) e Vera Vieira (Rede Mulher de Educação)

 

Michelle Prazeres (Intervozes) e Rejanne Soares (Coletivo de Negras Feministas da Amazônia)

 

Jacira Melo (Instituto Patrícia Galvão) e Denise Viola (Rede de Mulheres em Comunicação)

 

Janaína Oliveira (Na Mira Produções) e Samantha Buglione (Jornadas pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro)
 

 

Realização: Instituto Patrícia Galvão

Apoio: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres / Fundação Ford
Informações: ipgalvao@uol.com.br ou (11) 3266-5434.

 

  Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006
   
 

§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo companheiro

§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade

§ 64% acham que o agressor deveria ser preso

§ 75% consideram que as penas aplicadas em casos de violência contra a mulher são irrelevantes

§ Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio
Leia mais

   
   
   
   

 

 

 

   
   
   
   
   
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

 

 

 


 

 

Ana Cristina Lima
(ABONG/Regional Nordeste I)

   
 
 

Jô Gonçalves
(Coletivo Alumiá)

   
 
 

Clara Charf
(Associação Mulheres pela Paz)

   
   
   
   
   
   

Instituto Patrícia Galvão - Comunicação e Mídia
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Fones: (11) 3266.5434 / 3285.4951 - e-mail: ipgalvao@uol.com.br
Apoios: Instituto Avon - CCR - Fundação Ford - Global Fund for Women - IWHC - SPM - UNFPA - UNIFEM