Mulheres
assumem desafio de construir a conferência de comunicação
Michelle Prazeres*
Expectativa é de que espaço seja amplo e democrático,
mas de embate e não de diálogo, na medida em que discutirá temas
nevrálgicos da comunicação e dos modos de vida e do fazer política.
Amplificado, o debate tem relação com a democracia em sua vertente
participativa e a crise do modelo representativo.

7 de dezembro (6ª feira), das
9h às 12h
Mesa 3 –
Conferência Nacional de Comunicação
Acesse aqui alguns destaques das exposições e imagens desta mesa

Jacira
Melo (Instituto Patrícia Galvão) abre os trabalhos e coordena a mesa do dia
A briga das mulheres no campo da comunicação ultrapassou,
definitivamente, a linha da crítica aos conteúdos discriminatórios
conservadores e machistas veiculados na mídia e no espaço público.
Avançando, somado a ela - e a cada vez mais ações de controle público dos
meios -, está colocado o grande desafio de discutir as políticas de
comunicação e a participação das mulheres nos processos de tomada de
decisão neste setor em uma conferência nacional.
Anunciada por alguns setores do governo –
Secom
(Secretaria de Comunicação da Presidência da República),
MiniCom (Ministério das Comunicações) e
Secretaria Geral da
Presidência da República (SGPR) – que assumiram compromisso de realizá-la
nos próximos anos, a Conferência Nacional de Comunicação - possibilidade
real de repetir nas comunicações o que já foi feito em mais de 20 áreas da
administração federal - encontra hoje resistência por parte do núcleo
político do Executivo.
Um espaço de confronto
Demanda latente no movimento de comunicação há alguns anos, a conferência
é consenso no movimento feminista enquanto espaço legítimo para discutir
questões centrais relativas à comunicação, que afetam não só a vida das
mulheres, mas a luta por seus direitos e as demais lutas por direitos
humanos no cotidiano. “Será uma conferência diferente de tudo o que já
vimos, que vai ter que se debruçar sobre o marco regulatório da
comunicação, único setor em que não se avançou no campo democrático. Não
será uma conferência de diálogo, mas de embate, de confronto, diferente de
tudo o que já construímos enquanto conferência. Temos um grande desafio
que é o de construir a política para um espaço que, provavelmente, vai
promover uma reforma política do sistema macroeconômico e mexer numa das
questões mais nevrálgicas do capitalismo atual”, afirma Jacira Melo,
diretora do Instituto Patrícia
Galvão.

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Bia Barbosa (Intervozes) e Nalu Faria (Marcha Mundial das Mulheres)
“Não temos dúvida em relação ao quanto a atual estrutura e
a organização dos meios de comunicação são responsáveis pela manutenção de
uma hegemonia e dos pensamentos conservadores. Precisamos pensar na
conferência como um momento de disputar esta hegemonia por um pensamento
emancipatório”, afirma Nalu Faria, da
Marcha Mundial das Mulheres.
“Precisamos, enquanto feministas, construir uma visão comum deste campo e
construir alianças amplas, para além do movimento de mulheres, articulando
a luta pela comunicação aos nossos processos de luta e mobilizações.
Precisamos nos envolver no movimento pró-conferência e pensar como
pressionamos o Poder Executivo a realizar a conferência”, completa.
“Vamos
finalmente sair do varejo e entrar na definição de políticas mais estruturantes de comunicação”, diz Lurdinha Rodrigues, da Liga Brasileira
de Lésbicas. Lurdinha, Nalu e Jacira participaram, juntamente com outras
cerca de 40 mulheres de diversas organizações, redes, fóruns e
articulações, de uma reunião de aprofundamento e elaboração de propostas
sobre gênero, democracia e políticas públicas de comunicação, realizada em
São Paulo nos últimos dias 6 e 7 de dezembro, como desdobramento do
Seminário A Mulher e a Mídia 4, que aconteceu no Rio de Janeiro em
setembro deste ano e apontou para a necessidade de um espaço em que o
movimento de mulheres pudesse discutir com mais tempo e condições de
elaborar propostas para as políticas de comunicação do país.

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Angela Freitas (Articulação de Mulheres Brasileiras) e Lurdinha Rodrigues
(Liga Brasileira de Lésbicas)
O
compromisso de construir
De fato, as condições e as questões em jogo
colocadas até a realização de uma conferência nacional de comunicação e as
necessidades que entram em cena para sua construção constituem um amplo
desafio para os movimentos. Para as mulheres, um desafio extra: “Se não
nos prepararmos, será mais um evento. Temos a responsabilidade política de
fazer este debate chegar a todo mundo. E a importância das conferências,
para além dos encontros, é o potencial de mobilização que eles têm.
Precisamos pensar a intervenção e a presença das mulheres e está colocado
um grande desafio. O enredo é fascinante e o quanto vamos conseguir
incidir vai depender de nossa capacidade de mobilização e de produção de
informação para qualificar o nosso discurso”, pontua Nilza Iraci, da
Articulação de ONGs de Mulheres Negras Brasileiras.
Nilza Iraci (Articulação de ONGs de Mulheres Negras) e Vera Daisy Barcellos
(Rede Feminista de Saúde)
A expectativa das mulheres é de que a conferência seja um espaço amplo,
democrático e plural, em que a sociedade possa colocar afirmar o direito à
comunicação e discutir as principais questões relativas à propriedade dos
meios (e de seus reflexos na inibição da diversidade e em conteúdos
discriminatórios) às políticas de comunicação a temas da agenda política
do setor, como a TV pública e regulação, debatendo a lei geral de
comunicação para o país. “Onde queremos chegar com a conferência de
comunicação? Precisamos de um encontro convocado pelo Executivo, que pense
o Conselho Nacional de Comunicação, uma política nacional de comunicação e
que tenha como princípios norteadores a comunicação como direito humano, o
direito à informação não-discriminatória, o direito à visibilidade de
todos os sujeitos políticos e que estes direitos e sua aplicação sejam
critérios para a concessão de qualquer veículo de comunicação e que a
publicidade oficial considere a postura destes veículos”, coloca Lurdinha.
Para as mulheres,
há clareza de que a conferência é o espaço legítimo para tratar de todos
estes temas e para discutir a arquitetura da participação na comunicação.
“Precisamos falar como o direito à comunicação é a base para lutar por uma
sociedade democrática. A conferência deve ser plural, ampliada, para que
possamos debater, ver o contraditório, tirar diretrizes para um setor
central, que precisa de um marco regulatório, para temas fundamentais como
as concessões, uma legislação atualizada, incentivo à produção regional e
à diversidade de toda e qualquer ordem. Isso tudo interagindo com o
advento da TV digital e da convergência. Precisamos de políticas que
incentivem a produção independente e que promova o conteúdo de qualidade,
que aborde temas para disseminar junto à população o conhecimento sobre
direitos e controle social, apoiando encontros que possam estabelecer
consensos e estratégias em torno da defesa destes direitos”, afirma Vera
Daisy Barcellos, da Rede Feminista de Saúde.
Questões técnicas, políticas e públicas
No entanto, nem todas as
questões que devem ser debatidas na conferência estão claras para quem
está no governo. Tereza Cruvinel, presidente da
Empresa Brasil de Comunicação,
gestora da TV Brasil, a TV pública do país, afirma que “conselho da TV
Pública e Conferência Nacional de Comunicação não têm nada a ver um com o
outro. São coisas distintas e não se relacionam. A participação na TV
Pública está baseada em um tripé: representação, produção e programação”.
Ou seja: ainda há um grande caminho a percorrer na construção de uma
concepção de conferência – e dos temas a serem tratados nela - que dê
conta de discutir a reestruturação de um sistema que está todo consolidado
em bases privadas, que é regulado pelo mercado e cuja cultura está
enraizada nas mentes da população, que não está acostumada a tratar da
comunicação como um direito.
O desafio da sensibilização, portanto, é outra grande barreira colocada no
caminho da conferência. De um lado, teme-se que as discussões técnicas
“engulam” os embates políticos e excluam a sociedade do enfrentamento.
“Precisaremos sair do nosso discurso cotidiano da denúncia. Discutir a
representação na mídia e nos espaços públicos não vai ser suficiente.
Precisamos nos preparar, senão será só mais um evento”, alerta Bia Barbosa,
do
Intervozes. De outro,
pondera-se que é conhecida a tática de camuflar decisões políticas como
técnicas, justamente para afastar a sociedade dos processos decisórios.
“No processo da TV digital todo mundo sabia que havia, por trás da questão
técnica do padrão a ser escolhido, uma escolha política do governo
brasileiro. Em tudo na comunicação pode ser assim. Mas sabemos bem o que
queremos, que é uma comunicação baseada no interesse público e não nos
interesses do mercado, uma comunicação diversa, plural e representativa da
diversidade da sociedade brasileira, que não promova o preconceito, mas os
direitos humanos, e que tenha uma estrutura regulada e controlada pela
sociedade, com participação popular”, afirma Bia.
Existe acordo de que uma conferência de
comunicação deve tratar dos princípios e diretrizes para uma política
nacional de comunicações e para um marco regulatório para o campo no
Brasil. Trata-se de um consenso que vem de uma análise de conjuntura e de
possibilidades reais de intervenção e também de inspirações em histórias
de outras conferências. “Tenho a sensação de que estamos vivendo um
momento histórico. Resgatando as propostas das primeiras conferências de
saúde (1941) e das mulheres (2004), que tinham como objetivo estabelecer
diretrizes para as políticas e fundamentações para os seus respectivos
planos”, relembra Lurdinha.
Nalu Faria traz outro exemplo de grande valia: o do plebiscito contra a
ALCA (Área de Livre Comércio das Américas): “esta foi uma luta que nos
mostrou que é possível transformar uma questão técnica em uma questão
pública, que envolveu milhões de pessoas. E isso só foi possível com muita
mobilização e construção de uma agenda política; por isso, precisamos
encontrar um eixo mobilizador para a comunicação”, diz.
Os desafios da mobilização e da busca de outros espaços
A conferência em si, portanto, não seria mobilizadora. É preciso, no
decorrer da mobilização, aglutinar forças em torno de outras lutas do
campo da comunicação. “O tema que mais tem apelo é o da representação,
pois é a partir dele que conseguimos mostrar como a luta por uma
comunicação mais democrática é uma luta por uma sociedade mais democrática
e como a comunicação monopolista influencia as demais lutas e o cotidiano
da população”, aponta Bia Barbosa. “No entanto, é preciso unir esforços em
torno de outros temas da comunicação. Há, por exemplo, comissões de
acompanhamento de programação e monitoramento da propriedade sendo criadas
em âmbito estadual no bojo da
Campanha pela Democracia e Transparência nas Concessões de Rádio e TV,
há debates acontecendo em redes locais e aspectos de materialidade -
como a comunicação comunitária e a representação, audiências públicas e
debates -, que devem começar a pautar em todos estes espaços a questão da
conferência para que, até lá, tenhamos construído alguns princípios
norteadores ao redor de questões que estão sendo trabalhadas como temas da
conferência”, explica Bia. [Acesse os documentos do temário e outros no
site do Movimento
Pró-Conferência]. Para ela, “as mulheres devem se apropriar deste
processo e entrar no Movimento Pró-Conferência o mais rápido possível”.
É preciso
construir a conferência em um processo forte de formação e mobilização,
mas é preciso também ter consciência dos limites deste processo e lutar
por outros espaços de participação na comunicação, que garantam a
intervenção popular para além de encontros periódicos. “É preciso ter
consciência dos limites dos processos das conferências. Elas não são a
salvação da lavoura. Há limites no processo e no governo, que nos empurram
a definir o que queremos com este processo e o que é central. Onde
queremos centrar forças? Precisamos, certamente, sair da crítica do
conteúdo e aprofundar nosso debate sobre marco regulatório e TV pública,
por exemplo. Além da conferência, precisamos garantir outros espaços de
debate e intervenção, pois a comunicação é um campo estratégico para que
outros temas da agenda feminista avancem”, afirma Sônia Malheiros,
subsecretária de Articulação Institucional da
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
Angela Freitas, da
Articulação de Mulheres
Brasileiras, segue nesta linha e aponta as fragilidades das
conferências e de outros mecanismos de participação no Brasil, como
conselhos. “Estes espaços hoje são frágeis, não dialogam entre si, não
tensionam o sistema representativo vigente e a participação popular nestes
conselhos é majoritariamente consultiva, setorializada, reproduzindo a
fragmentação existente nas políticas públicas e o distanciamento das
decisões econômicas referentes à alocação de recursos públicos. A
construção de um sistema de participação popular requer necessariamente
transformações no sistema político. É preciso tornar a conferência de
comunicação um momento político para trazer um debate amplo para a
sociedade, visibilizar os interesses em jogo, formar opinião nos
movimentos sociais sobre a questão da comunicação”, destaca Angela.
Para Ivana Bentes, professora da Escola
de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a chave da
transformação está justamente em pensar a comunicação como eixo
articulador de uma mudança maior, que diz respeito ao formato de
democracia no qual vivemos. “Precisamos trabalhar na comunicação com um
conceito de participação que extrapole o da representação simbólica
celebratória e não-conflituosa da inclusão visual. Precisamos assumir que
estamos vivendo um esgotamento do modelo de democracia representativa e
que a comunicação tem um papel central na construção de uma democracia
participativa, que traz uma série de desafios que estão postos na
construção de uma conferência nacional e para além dela”, afirma Ivana.
O
que está em jogo
A sociedade brasileira foi historicamente
alijada do processo de tomada de decisões nas políticas de comunicação do
país. Este é um processo tão centralizado no Estado, nos lobbys no
Congresso e nos radiodifusores, que a população nem sabe que tem direito
de participar.
Nos últimos anos, principalmente por conta do processo de convergência
tecnológica – a possibilidade de acessar em uma plataforma vários formatos
de mídia, como, por exemplo, ver televisão pelo celular e no computador ou
falar pelo telefone via internet -, ficou clara a necessidade de se
rediscutir um novo marco regulatório para as comunicações no país. Um
marco que dê conta de reverter a distorção criada na legislação federal,
que separou telecomunicações e radiodifusão em dois serviços diferentes,
na contramão da tendência convergente e ao contrário de todos os demais
países do mundo, que uniam as legislações dos dois setores. A separação
teve um motivo, que resultou na privatização das teles no Brasil, mas teve
mais de uma conseqüência. Hoje, a legislação nacional é defasada e precisa
correr atrás do prejuízo para dialogar minimamente com a realidade da
convergência que já está posta e adquire contornos mais agravantes com o
advento da tecnologia digital nas TVs e rádios.
Neste cenário, os próprios radiodifusores, que historicamente sempre
negaram a necessidade de rediscussão do marco regulatório (que até então
os beneficiava em sua defasagem), se colocam dispostos a dialogar e a
construir uma nova legislação que estabeleça regras de exploração para os
serviços dos dois setores.
Recentemente, os radiodifusores deram início a um forte lobby pela
aprovação de uma nova Lei Geral de Comunicação no Congresso Nacional.
Afastada do processo, mais uma vez, a sociedade civil organizada no
movimento de comunicação gritou. No final do ano passado, a deputada Iriny
Lopes (PT/ES) fez um requerimento solicitando que a
Comissão de Direitos
Humanos e Minorias da Câmara (CDHM) participasse do processo de elaboração
da lei.

Glaucia Matos Adeniké (Fórum Nacional de Mulheres Negras)
Pressão e articulação do
movimento
Em junho de 2007, foi realizado o Encontro Nacional de Comunicação [saiba
mais clicando aqui], que reuniu contribuições de diversos setores
para a formulação de diretrizes da lei. Neste encontro, surgiu um comitê
pró-conferência, reunindo 20 entidades da sociedade civil com atuação
nacional, a CDHM e a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCTCI). Mais tarde,
o comitê recebeu a adesão do Ministério Público Federal e ganhou o nome de
Movimento Pró-Conferência, que começou a trabalhar, então, uma proposta de temário para ser
tratado na Conferência Nacional e passou a mobilizar outros setores da
sociedade para pressionar o governo a se comprometer com a realização da
conferência.
Em meados deste ano, o ministro das Comunicações Helio Costa anuncia que a
conferência seria realizada em agosto. De susto, o movimento de
comunicação reage e prontamente questiona que objetivos poderia ter uma
conferência convocada para dali a dois meses. Pressionado, o MiniCom chama
o evento de “conferência preparatória” e realiza um grande seminário com
empresários da comunicação, radiodifusores e gestores para falar de lei
geral e convergência. Nesse evento, o ministro se compromete com a
realização de uma conferência ampla e plural, a ser promovida nos próximos
anos.
No Poder Legislativo, a luta está mais avançada. Muitos parlamentares já
estão comprometidos com a realização da conferência, inclusive alguns
históricos lobistas dos radiodifusores.
O deputado Jorge Bittar (PT/RJ) é relator do “PL da convergência” 29/2007,
da CCTCI, que permite o ingresso das operadoras de telecomunicações no
mercado de TV paga. O desafio é pressionar pela realização de uma
conferência que possa de fato intervir no processo da lei geral, a tempo
de influenciar o debate em torno dos projetos de lei que tramitam no
Congresso sobre os temas da comunicação, como este.
Para isso, o movimento de comunicação tem convocado audiências com
ministros, fez reuniões com parlamentares e representantes dos empresários
e radiodifusores e pretende pleitear audiências com o presidente Lula e a
Casa Civil.
Para articular a mobilização nas regiões, foi realizada no dia 23 de
novembro uma videoconferência pelo sistema
Interlegis, que teve a
participação de 13 estados. Cada um criou um comitê local de mobilização,
que começará a promover atividades em torno de temas da comunicação, como
modo de formação em temas que serão debatidos na conferência. Em paralelo,
esses comitês engrossam a pressão pela realização do encontro.
Para Gláucia Matos Adeniké, do Fórum Nacional de Mulheres Negras, a
conferência deve ser um espaço para debater "a lei geral de comunicações,
o órgão regulador, a expressão da diversidade; mas deve ser também um
espaço para ouvir a população sobre como ela se sente representada nos
meios de comunicação". E Glaucia aponta também um grande desafio para os
movimentos sociais: "que papel teríamos que cumprir na organização desta
conferência, que pretende discutir temas que, para nós, estão tão
distantes e são de tão difícil compreensão? Fortalecer os fóruns locais
seria uma oportunidade de preparar a transformação revolucionária que
queremos".
O temário da conferência deve ser estabelecido nos próximos meses. Sabe-se apenas que, a
princípio, seriam discutidas diretrizes para as políticas de comunicação
do país. As propostas mais avançadas falam em debater legislação e
regulação, propriedade e concentração dos meios, garantias dos cidadãos e
incentivo ao controle público, pluralidade e diversidade, sistema público
de comunicação (incluindo TV pública), estrutura e acesso aos meios,
instrumentos de governança e participação popular.
* Michelle Prazeres é jornalista e integrante do
Intervozes - Coletivo Brasil de
Comunicação Social.
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