» Capa » Gênero e Políticas de Comunicação

Reunião de aprofundamento e elaboração de propostas sobre

Gênero, Democracia e Políticas Públicas de Comunicação

 São Paulo, 6 e 7 de dezembro de 2007
 

Veja abaixo alguns destaques das exposições e imagens da mesa sobre TV Pública
 

 

6 de dezembro (5ª feira), das 9h às 12h
Mesa 1 – TV Pública e a expressão da diversidade
Acesse aqui a matéria completa sobre esta mesa:
"Em defesa de uma TV Pública independente, plural e participativa"


Expositores/as

Tereza Cruvinel (DF) – presidente da EBC e diretora-presidente da TV Brasil

Gabriel Priolli (SP) – jornalista e presidente de honra da ABTU – Associação Brasileira de Televisão Universitária

Ivana Bentes (RJ) – professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro

Debatedora: Fátima Pacheco Jordão (SP) - diretora do Instituto Patrícia Galvão e assessora de pesquisa da TV Cultura/SP

Coordenadora: Mara Vidal (SP) - professora / consultora em Gênero e Raça

Debate

 

 

Mara Vidal coordena a primeira mesa do dia

 

 

Tereza Cruvinel e Gabriel Priolli

Tereza Cruvinel - TV Brasil

“Temos uma lacuna no modelo de sistema de mídia no Brasil, no que diz respeito à diversidade de oferta de meios de se informar e entreter. Temos um sistema altamente concentrado, com forte braço familiar, com poucas famílias controlando a mídia impressa e eletrônica e um forte controle de oligarquias sobre as mídias regionais. Essa modelagem restringe a pluralidade da oferta de meios de comunicação e a expressão da diversidade brasileira, tanto regional como cultural. A não expressão da diversidade da mulher decorre deste sistema.”

“É preciso construir uma ponte entre a direção de programação da TV Brasil e os nichos de reflexão sobre gênero no Brasil. Há muitas mulheres atuando na produção independente, que será forte na emissora pública. Podemos trazer a diversidade do país através desse produtores.”

Gabriel Priolli - presidente de honra da ABTU

O investimento que a sociedade, o Estado e o mercado estão fazendo na expansão da TV pública se justifica para garantir o acesso à diversidade cultural, para que exista a possibilidade de programar a televisão com critérios de relativismo cultural e tolerância. Há que se garantir meios para que a TV pública se desenvolva cada vez mais e cumpra sua missão civilizadora nos meios de comunicação. Se queremos ter diversidade no sistema como um todo, é importante fomentar a diversidade a partir da TV pública, para que ela se transforme num paradigma.”

“Não temos uma TV pública implantada no país. Não há nenhuma. Há uma vontade, maior em algumas emissoras públicas, mas todas ainda têm uma fortíssima vinculação estatal e uma precariedade na representação do público via conselhos. Esses órgãos são compostos eventualmente por pessoas entendidas por representativas da sociedade, mas não são representantes, porque não prestam contas, não foram instituídos formalmente por ela. A sociedade desconhece os conselhos, quem os compõe, seus estatutos e como é possível dialogar com eles.”

“O processo de constituição do conselho da TV Brasil foi imperfeito ao priorizar a representação personalista, acreditando que isso asseguraria independência do representante e menos corporativismo. Uma representação vinculada a um segmento não implica diretamente em corporativismo, só se faltar espírito público. E uma representação por personalidades não assegura o contrário: é possível que as mesmas atuem de forma corporativa, se assim pautadas.”

Ivana Bentes e Fátima Pacheco Jordão

Ivana Bentes - Escola de Comunicação da UFRJ

“A TV pública está na passagem de uma sociedade que consumia mídia e que hoje produz comunicação. Quando falamos em diversidade ainda falamos da representação de segmentos. É preciso dar um passo a frente e chegar à participação dos sujeitos na produção. E a TV digital, que chega agora, é um campo multiplicador dessa sociedade que faz mídia.”

“A TV Brasil tem que estar atenta aos mecanismos de empoderamento da sociedade. E é preciso haver políticas públicas para isso, de implantação dessa tecnologia de produção e expressão de comunicação na sociedade, senão ficamos reféns de um modelo democrático representativo que está em crise.”


Fátima Jordão - Instituto Patrícia Galvão / TV Cultura

“Uma TV pública que abarque a diversidade e combata a desigualdade: este é nosso mote e deve ser nosso posicionamento estratégico.”

 

 

 

Jacira Melo - Instituto Patrícia Galvão

“Enquanto sociedade civil, devemos ajudar a construir outras instâncias de controle na TV Brasil: código de conduta, ombudsman, debates setoriais, conselho editorial para o jornalismo, relatórios administrativos abertos e mecanismos para direitos de resposta, que não temos na TV brasileira.”

 

Acesse aqui a matéria completa sobre esta mesa:
"Em defesa de uma TV Pública independente, plural e participativa"

 

 

Michelle Prazeres (Intervozes) e Olivia Rangel (União Brasileira de Mulheres)

 

Edson Cardoso (Jornal Ìrohìn) e Valéria Pandjiarjian (Cladem)

 

 

Terezinha Ferreira (Observatório da Mulher) e Ana Veloso (Centro das Mulheres do Cabo)


 

Realização: Instituto Patrícia Galvão

Apoio: Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres / Fundação Ford
Informações: ipgalvao@uol.com.br ou (11) 3266-5434.

 

  Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006
   
 

§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo companheiro

§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade

§ 64% acham que o agressor deveria ser preso

§ 75% consideram que as penas aplicadas em casos de violência contra a mulher são irrelevantes

§ Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio
Leia mais

   
   

 

 

 

 

 

 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sonia Malheiros
(Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres)

 
 

Rachel Moreno
(Articulação Mulher e Mídia)

   
   
   
   
   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

   
   
   

Instituto Patrícia Galvão - Comunicação e Mídia
Av. Brig. Luiz Antonio, 2050 - cj. 141 - ala B - CEP 01318-002 - São Paulo/SP
Fones: (11) 3266.5434 / 3285.4951 - e-mail: ipgalvao@uol.com.br
Apoios: Instituto Avon - CCR - Fundação Ford - Global Fund for Women - IWHC - SPM - UNFPA - UNIFEM