Veja abaixo alguns
destaques das exposições e imagens da mesa sobre TV Pública

6 de
dezembro (5ª feira), das 9h às
12h
Mesa 1
– TV Pública e a expressão da diversidade
Acesse aqui a matéria completa sobre esta
mesa:
"Em defesa de
uma TV Pública independente, plural e participativa"
Expositores/as
Tereza
Cruvinel
(DF) – presidente da EBC e diretora-presidente da TV Brasil
Gabriel
Priolli
(SP) – jornalista e presidente de honra da ABTU – Associação Brasileira de
Televisão Universitária
Ivana
Bentes
(RJ) – professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio
de Janeiro
Debatedora:
Fátima Pacheco Jordão
(SP) - diretora do Instituto Patrícia Galvão e assessora de pesquisa da TV
Cultura/SP
Coordenadora:
Mara Vidal
(SP) - professora / consultora em Gênero e Raça
Debate

Mara Vidal coordena a primeira mesa do dia
Tereza Cruvinel e Gabriel Priolli
Tereza Cruvinel
- TV Brasil
“Temos uma lacuna no modelo de sistema de mídia no Brasil, no que
diz respeito à diversidade de oferta de meios de se informar e entreter.
Temos um sistema altamente concentrado, com forte braço familiar, com
poucas famílias controlando a mídia impressa e eletrônica e um forte
controle de oligarquias sobre as mídias regionais. Essa modelagem
restringe a pluralidade da oferta de meios de comunicação e a expressão
da diversidade brasileira, tanto regional como cultural. A não expressão
da diversidade da mulher decorre deste sistema.”
“É preciso construir uma ponte entre a direção de programação da TV
Brasil e os nichos de reflexão sobre gênero no Brasil. Há muitas
mulheres atuando na produção independente, que será forte na emissora
pública. Podemos trazer a diversidade do país através desse produtores.”
Gabriel Priolli -
presidente de honra da ABTU
O investimento que a sociedade, o Estado e o mercado estão fazendo na
expansão da TV pública se justifica para garantir o acesso à diversidade
cultural, para que exista a possibilidade de programar a televisão com
critérios de relativismo cultural e tolerância. Há que se garantir meios
para que a TV pública se desenvolva cada vez mais e cumpra sua missão
civilizadora nos meios de comunicação. Se queremos ter diversidade no
sistema como um todo, é importante fomentar a diversidade a partir da TV
pública, para que ela se transforme num paradigma.”
“Não temos uma TV pública implantada no país. Não há nenhuma. Há uma
vontade, maior em algumas emissoras públicas, mas todas ainda têm uma
fortíssima vinculação estatal e uma precariedade na representação do
público via conselhos. Esses órgãos são compostos eventualmente por
pessoas entendidas por representativas da sociedade, mas não são
representantes, porque não prestam contas, não foram instituídos
formalmente por ela. A sociedade desconhece os conselhos, quem os
compõe, seus estatutos e como é possível dialogar com eles.”
“O processo de constituição do conselho da TV Brasil foi imperfeito ao
priorizar a representação personalista, acreditando que isso asseguraria
independência do representante e menos corporativismo. Uma representação
vinculada a um segmento não implica diretamente em corporativismo, só se
faltar espírito público. E uma representação por personalidades não
assegura o contrário: é possível que as mesmas atuem de forma
corporativa, se assim pautadas.”

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Ivana Bentes e Fátima Pacheco Jordão
Ivana Bentes
- Escola de Comunicação da UFRJ
“A TV pública está na passagem de uma sociedade que consumia
mídia e que hoje produz comunicação. Quando falamos em diversidade ainda
falamos da representação de segmentos. É preciso dar um passo a frente e
chegar à participação dos sujeitos na produção. E a TV digital, que
chega agora, é um campo multiplicador dessa sociedade que faz mídia.”
“A TV Brasil tem que estar atenta aos mecanismos de empoderamento da
sociedade. E é preciso haver políticas públicas para isso, de
implantação dessa tecnologia de produção e expressão de comunicação na
sociedade, senão ficamos reféns de um modelo democrático representativo
que está em crise.”
Fátima Jordão - Instituto Patrícia Galvão / TV Cultura
“Uma TV pública que abarque a diversidade e combata a desigualdade:
este é nosso mote e deve ser nosso posicionamento estratégico.”

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Jacira
Melo - Instituto Patrícia Galvão
“Enquanto sociedade civil, devemos ajudar a construir outras
instâncias de controle na TV Brasil: código de conduta,
ombudsman, debates setoriais, conselho editorial para o jornalismo,
relatórios administrativos abertos e mecanismos para direitos de resposta,
que não temos na TV brasileira.”
Acesse aqui a
matéria completa sobre esta mesa:
"Em defesa de uma TV Pública independente, plural e
participativa"
Michelle Prazeres (Intervozes) e Olivia Rangel (União Brasileira de
Mulheres)
Edson Cardoso (Jornal Ìrohìn) e Valéria Pandjiarjian (Cladem)
Terezinha Ferreira (Observatório da Mulher) e Ana Veloso (Centro das
Mulheres do Cabo)