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Dossiê Mulheres com HIV/AIDS

Apoio: UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher)

Dossiê Mulheres com HIV/AIDS: elementos para a construção de direitos e qualidade de vida

O objetivo desta publicação é contribuir para a redução de uma importante lacuna no debate sobre HIV/AIDS no país: a escassez de informações que abordem especificamente o impacto do HIV no corpo e na vida das mulheres.

Escrito pela médica e pesquisadora Wilza Villela e pela jornalista Marisa Sanematsu, o dossiê tem como público-alvo mulheres ativistas, gestores/as de políticas públicas e profissionais de saúde e de mídia, além de todas as pessoas interessadas em saber mais sobre o que é ser mulher e viver com HIV.

A AIDS no Brasil vem atingindo cada vez mais as mulheres

No Brasil, existe um caso de AIDS em mulher para cada 1,7 caso em homem. Na faixa etária dos 13 aos 19 anos, a epidemia de AIDS já é maior entre as meninas.

A mortalidade por AIDS cai menos entre mulheres

Embora o acesso livre e gratuito à terapia anti-retroviral tenha reduzido significativamente a mortalidade por AIDS no Brasil, esta redução foi mais acentuada entre os homens do que para as mulheres. Entre os principais motivos para essa sobremortalidade das mulheres estão a falta de percepção do risco para o HIV e o atraso no diagnóstico, com a conseqüente demora no início do tratamento. Segundo pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da USP, a AIDS é a primeira causa de morte de mulheres entre as doenças infecciosas.

No Brasil, a maior parte das mulheres descobre que tem HIV na rotina do pré-natal ou quando do aparecimento de doença oportunista, sua ou do parceiro

Esta situação é ainda muitas vezes agravada pela suspeita da infidelidade do parceiro, por sentimentos de culpa pela infecção e, no caso das grávidas, pela preocupação com a saúde do bebê.

É necessário desenvolver mais pesquisas para definir as dosagens ideais da terapia de anti-retrovirais para as mulheres

Há algumas diferenças entre as manifestações do HIV em homens e mulheres. Apesar disso, os medicamentos são prescritos em doses-padrão, que são semelhantes para homens e mulheres e calculadas a partir da massa corporal média masculina.

Leia a íntegra do Dossiê:
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Leia também o relatório da Pesquisa Ibope/IPG sobre Mulheres e AIDS

 

Pesquisa sobre Violência Contra a Mulher
 
Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006

§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo companheiro

§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade

§ 64% acham que o agressor deveria ser preso

§ 75% consideram as que penas aplicadas em casos de violência contra a mulher são irrelevantes

§ Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio
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