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Mulher quer independência financeira
Jornal do
Commercio (PE) 12/03/07.
LORENA FERRÁRIO
SÃO PAULO - A independência financeira está amargando um
terceiro lugar para as mulheres brasileiras. Segundo
pesquisa divulgada na última semana pela Avon, sobre a
autonomia das mulheres, o fator finanças fica atrás das
conquistas em relação à participação social e cívica e
das tomadas de decisão e apoio à família, que obtiveram
o primeiro e o segundo lugar, respectivamente. A
oportunidade de trabalho e carreira vem logo após, em
quarto lugar, seguida pela oportunidade de educação e,
em último lugar, saúde e segurança. Ao todo, 64%
disseram que a vida melhoraria se tivessem dinheiro
suficiente para viver bem e pagar suas contas.
Nos países em desenvolvimento, 57% disseram que
tiveram oportunidade de possuir bens, como casa ou
apartamento, enquanto apenas 37% salientaram a
oportunidade de obter empréstimo de um banco ou
instituição financeira. "Esses índices saltam para 73% e
53%, respectivamente, nos países desenvolvidos",
salienta a vice-presidente de Marketing da Avon Brasil,
Silvana Cassol. O Índice Avon de Satisfação em relação à
autonomia da mulher foi medido nessas seis áreas de
interesse em 16 países, de 12 a 29 de janeiro deste ano,
com oito mil mulheres a partir de 18 anos, dando uma
média de 500 por país. O trabalho foi conduzido pela GfK
Roper Public Affairs, com sede em Nova Iorque (EUA).
"No Brasil, foram entrevistadas mulheres de
todas as classes sociais do Recife, São Paulo, Rio de
Janeiro, Salvador, Brasília, Porto Alegre e Belém",
detalha Silvana. O trabalho foi dividido em dois blocos,
conforme a metodologia do Banco Mundial, com base no PIB
(Produto Interno Bruto) per capita: países desenvolvidos
(EUA, Reino Unido, Alemanha, Itália e Japão) e países em
desenvolvimento (Brasil, Polônia, Rússia, México,
Venezuela, China, Índia, Filipinas, Egito, África do Sul
e Turquia).
O espaço conquistado com a independência
financeira também permanece em terceiro lugar de uma
maneira geral, seja nos países desenvolvidos ou nos em
desenvolvimento. Já a oportunidade de carreira e
trabalho fica em quinto lugar em países como o Brasil e
em sexto em regiões como os EUA. A média global mostra
que 64% das mulheres possuem independência financeira e
56% acreditam que tiveram oportunidade de trabalho e
carreira.
No quesito trabalho e carreira, apenas 26% das
mulheres têm oportunidade de começar seu próprio negócio
em países em desenvolvimento (contra 30% nos
desenvolvidos) e só 25% conseguiram progredir ou obter
uma promoção no trabalho nos países em desenvolvimento
(contra 39%). "No geral, 64% das mulheres pesquisadas em
todo o mundo acreditam que estão a dois terços de
conquistar a sua total autonomia", conclui Silvana.
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| Pesquisa sobre Violência Contra a Mulher |
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Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo
companheiro
§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa
como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade
§ 64% acham que o agressor deveria ser preso
§ 75% consideram as penas aplicadas em casos de violência
contra a mulher são irrelevantes
§
Nove em cada 10 mulheres lembram de
ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou
rádio
Leia mais
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