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Seminário Nacional

Rio de Janeiro, 22 e 23 de setembro de 2007

A urgência do controle social sobre a imagem das mulheres


Bia Barbosa

Dia 23 de setembro (domingo)

9h - Mesa 3
Cultura, Comunicação e uma Mídia Não-Discriminatória
Controle social sobre a imagem das mulheres; qualidade da programação como critério para concessão / renovação de canais
Valéria Pandjiarjian – Advogada feminista / Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher)
Rachel Moreno – Psicóloga / Observatório da Mulher e Articulação Mulher e Mídia
Jacira Melo – Diretora do Instituto Patrícia Galvão
Debatedora – Sônia Malheiros - Subsecretária de Relações Institucionais da SPM
Coordenadora – Lourdes Maria Antonioli – Radialista / Jornalista
 

A afirmação das diferenças e subjetividades, das identidades de gênero, étnicas e raciais, é uma das tendências da contemporaneidade. Neste contexto, os meios de comunicação, em resposta ao seu papel de formação da opinião pública e de difusão de informações e valores, poderiam inovar e incentivar essa pluralidade. No sentido contrário, segue a prevalência na mídia da homogeneização das representações nacionais e da imposição de padrões sociais.

A análise acima é da psicóloga e pesquisadora Rachel Moreno, do Observatório da Mulher. Ela foi uma das participantes da mesa Cultura, Comunicação e uma Mídia Não-Discriminatória, realizada no domingo (23/9) durante o Seminário A Mulher e a Mídia 4. “
Os modelos que nos são colocados pelos meios de comunicação influenciam na formação da nossa subjetividade. O que passa na TV está aceito, e este modelo é eurocêntrico: branco, alto, magro. Eu, como mulher brasileira, não me reconheço nesta diversidade”, afirma.

Além desta imposição de padrões de beleza, a mídia pode hoje ser considerada pela produção da realidade: o que sai no jornal é real; o que não sai, não existe. Portanto, se as mulheres representadas nos meios de comunicação social seguem um padrão praticamente único, tudo o que está fora deste padrão é invisível.

“Há pesquisas internacionais que mostram que as mulheres são sub-representadas nos espaços sérios. Nos telejornais, elas estão em apenas 18% das notícias. Quando se trata de ouvir autoridades ou especialistas, eles são predominantemente masculinos”, conta Rachel. “As negras são ainda mais invisíveis do que nós, até mesmo no espaço das propagandas. E, se este espaço aumentou, é porque o mercado resolveu focar suas vendas numa classe mais baixa, formada em sua maioria por negros. Como dinheiro não tem preconceito, os negros passaram a aparecer na publicidade”, completa.

Em paralelo a este cenário, o Brasil vivencia um quadro de ausência de uma cultura de controle social dos meios de comunicação. Enquanto países como a Inglaterra e a França possuem mecanismos institucionais, como órgãos reguladores independentes, para garantir o pluralismo e as diferentes correntes de opinião, por aqui o controle social ainda é confundido com censura.

A trajetória do movimento de mulheres
Nos últimos quinze anos, o movimento feminista atuou de maneira intensa no campo da comunicação informativa, como forma de pautar suas bandeiras de luta e também denunciar esta imagem estereotipada da mulher veiculada na grande mídia. Na avaliação de Jacira Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, as organizações e movimentos investiram bastante na produção de dados sobre a situação da mulher, com destaque para a produção de conteúdo radiofônico e, mais recentemente, na internet. Esses dados foram trabalhados por organismos governamentais e órgãos de cooperação internacional, e impactaram a formulação de políticas públicas, com repercussão na própria mídia.

Já na área do chamado “entretenimento”, o que se constata é a elaboração de uma produção acadêmica considerável sobre a imagem da mulher na mídia. “Esses estudos, no entanto, pouco ultrapassaram as fronteiras da academia e do movimento”, acredita Jacira. “Então, neste campo cultural simbólico, há uma diferença entre política e ação política. Sem dúvida o feminismo tem um olhar crítico para a área de entretenimento, mas apesar dos esforços esta área não tem sido alvo de ações coletivas e estratégicas entre nós”, avalia.

Há ações exemplares, de justiciabilidade, sobretudo em relação a propagandas abusivas. Uma delas, promovida pelo Cladem (Comitê Latino-Americano e do Caribe para a Defesa dos Direitos da Mulher), tirou de circulação em 2003 um comercial de uma cervejaria, cujo slogan era: “mulher e Kaiser, especialidade da casa”. Foi instaurado um inquérito civil pelo Ministério Público Federal e firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), com a publicação de um anúncio em um jornal e uma revista e a realização de seminários regionais sobre o tema, financiados pela empresa.

O caso do programa Direitos de Resposta, veiculado em 2005 no lugar de Tarde Quente, do apresentador João Kleber, como resultado de uma Ação Civil Pública dos movimentos que se sentiam humilhados pelas famigeradas “pegadinhas”, também foi lembrado. “Apesar de exemplares, essas ações, no entanto, ainda são pontuais”, ponderou Jacira, defendendo uma intensificação da atuação das mulheres neste campo.

Por fim, o movimento feminista, bem recentemente, passou a prestar atenção em uma nova área: a das políticas públicas de comunicação. De uma incidência histórica em campos como a saúde e a educação, as mulheres até bem pouco tempo dedicavam pouca atenção às políticas de comunicação, apesar de sempre terem defendido a democratização dos meios como bandeira.

Foi na II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres que a demanda surgiu com força. Um número significativo de documentos vindos de diferentes estados expressou a importância da comunicação e da cultura não aparecerem de forma apenas difusa nas políticas para as mulheres. O resultado foi a aprovação de um eixo específico sobre o tema no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres.

“Foram novas questões que surgiram para serem enfrentadas de maneira mais estruturada pelo movimento feminista e para que o governo as incorporasse de maneira profunda. Isso é resultado de uma construção de muito tempo”, afirmou durante o debate Sônia Malheiros, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

O desafio, agora, na avaliação do Instituto Patrícia Galvão, é combinar essas estratégias, de forma complementar: seguir dando atenção ao papel das mulheres como produtoras de conteúdo, fazendo um mapeamento do que já existe em termos desta produção; oferecer formação para a atuação no campo audiovisual; investir em pesquisas sobre a representação da imagem da mulher na mídia, conhecendo melhor as formas de recepção dessas imagens; e se envolver diretamente na construção de políticas públicas de comunicação – um debate que vai desde a reivindicação por um sistema público de radiodifusão até a mudança do marco regulatório das comunicações, num processo de organização e realização da I Conferência Nacional de Comunicação

É preciso romper com a noção de que mídia e comunicação são assuntos para serem debatidos entre ou por especialistas. Nós todas debatemos saúde, e eu não sou médica. Não sei nada de segurança pública, mas falo de violência contra a mulher. Por que não romper esta idéia? Cada um tem, sim, capacidade de pensar e analisar criticamente a mídia e de, numa perspectiva do seu lugar de cidadã, de conselheira, de gestora, intervir neste debate”, conclui Jacira.

Articulação Mulher e Mídia
Durante a preparação das mobilizações do 8 de Março deste ano, diversas entidades feministas apostaram numa ação estratégica pela visibilidade da mulher na mídia. Depois da coleta de mais de 500 assinaturas, apresentaram ao Ministério Público Federal um pedido de uma semana de direito de resposta nos canais de TV, em função da discriminação sofrida cotidianamente pelas mulheres por parte das emissoras abertas. O processo resultou na realização de uma audiência pública com representantes das empresas e numa comissão que, durante um mês, visitou todos os canais abertos. A idéia era fazer um acordo para a veiculação de campanhas e programas específicos, voltados à valorização da diversidade na imagem da mulher veiculada pela mídia.

Após as visitas, numa reunião de trabalho no MPF, as emissoras, representadas por suas associações de classe (Abert e Abra), se recusaram a assinar qualquer compromisso. Alegaram que sempre estiveram abertas a sugestões, mas que não aceitavam qualquer “interferência em sua programação”. As negociações ainda estão em andamento, mas desta iniciativa nasceu a Articulação Mulher e Mídia, que reúne entidades do movimento de mulheres de todo o estado de São Paulo. A articulação atuou fortemente na II Conferência Nacional na defesa do eixo específico de comunicação no Plano Nacional de Políticas para as Mulheres e agora pretende se tornar um espaço nacional de debates e ações em torno do tema.

“Queremos nos ver, em nossa diversidade, na TV pública e na comercial; queremos que as concessões de TV contemplem mais sua responsabilidade social; queremos a democratização ao acesso e nosso direito à comunicação; e queremos estabelecer um mecanismo de controle social sobre o conteúdo e a imagem da mulher na TV, uma espécie de observatório da mulher na mídia”, explica Rachel Moreno, uma das pessoas à frente da articulação. Elas esperam realizar parcerias com os diversos ministérios e órgãos do Estado relacionados à temática para concretizar esses objetivos. Um deles, mais imediato, é garantir a participação das mulheres no conselho que está sendo formado para a nova TV pública brasileira.

Marco dos direitos humanos e concessões públicas
Além do espaço da Articulação Mulher e Mídia, que pode se tornar um locus permanente de discussão e ação no campo, o movimento feminista também deve apontar como estratégia o uso de tratados e convenções internacionais como forma de garantia dos direitos das mulheres nos meios de comunicação.

“O quadro que temos hoje na mídia é ainda de violação ao princípio da dignidade humana, consagrado na Constituição Federal e base do Estado Democrático de Direito. O Brasil é signatário de diversos tratados internacionais de direitos humanos e temos que invocá-los ao trabalhar por uma mídia não-discriminatória”, afirma Valéria Pandjiarjian, do Cladem.

Ela citou a Convenção sobre todas as formas de discriminação contra a mulher, a Convenção de Belém, de 1994, e a Plataforma de Ação de Pequim como instrumentos internacionais que afirmam o papel do Estado em transformar padrões socioculturais discriminatórios e sua obrigação de atuar diante desta discriminação, mesmo que cometida por agentes não-estatais – incluindo a mídia.

“Se não temos um marco regulatório, que permita uma intervenção mais pró-ativa, por que não trabalharmos com o marco dos direitos humanos, que obriga o Estado e as organizações a respeitarem a dignidade humana?”, questiona Valéria. “As TVs são concessões públicas e precisam zelar pelo que veiculam. Por que estariam acima do bem e do mal? Estamos falando de empresas que lucram muito com a exploração da imagem da mulher”, aponta.

Os comentários da mesa apontaram, em sua conclusão, para a necessidade de incluir o controle de conteúdo como critério para as concessões e renovações de outorgas de rádio e TV, desconstruindo a idéia de censura, que vem à tona quando se fala de monitoramento da programação.

“Viver em sociedade significa pensar no coletivo e isso tem que valer para os meios de comunicação também. Há uma disputa de pensamento e hegemonia que é permanente. Então temos que nos organizar para enfrentá-la em várias frentes. A liberdade de expressão é uma bandeira que não pode ser apropriada desta forma”, concluiu Sônia Malheiros.


(Acesse aqui as apresentações de Jacira Melo/291 Kb e de Rachel Moreno/626 Kb em pdf)

10h30 – Debate

Mídia nefasta

Angela Freitas

O debate começou com a fala de uma pesquisadora do Núcleo de Estudos e Investigação sobre a Mulher (NEIM) de Salvador/ Bahia, lembrando a gritante invisibilidade da mulher negra na mídia local, já que 80% da população é afrodescendente. Sobre a banalização da sexualidade, lembrou: “aprendemos a desigualdade cotidianamente ao ver as mulheres nuas e os homens vestidos”, sugerindo que isto repercute nos relacionamentos, alimentando um nefasto clima de competição. Uma competição em que as mulheres acabam se entregando aos modismos, ora fazendo plástica para diminuir os seios, ora colocando silicone já que a onda mudou. Uma pesquisa realizada pelo NEIM com jovens e adolescentes verificou a influência do “ideal de magreza” na ocorrência crescente de anorexia.

A advogada Valéria Pandjiarjian, do Cladem, citou mais dois casos de ações contra a veiculação de publicidades perniciosas. O primeiro no Rio Grande do Norte, sobre um anúncio de oficina mecânica no jornal Tribuna do Norte, que trazia a foto de um rosto de mulher espancada e a frase: “Mecânica, funilaria e pintura: está na cara que precisa”. Organizações de mulheres fizeram a denúncia ao Ministério Público e acionaram a Procuradoria, conseguindo que a veiculação fosse suspensa e que a agência autora da peça, o anunciante e o veículo de comunicação fossem chamados à responsabilidade. Outro processo está correndo no Ministério Público Federal e diz respeito à campanha "Musa de Verão", da cervejaria Skol. Uma escultura em tamanho natural, cartonada, reproduz a foto de uma modelo trajando biquíni e o texto sugere clonagem, oferecendo o “produto” para que clientes o levem para casa. A propaganda foi suspensa, embora ainda possa ser vista no YouTube.

A psicóloga Rachel Moreno propõe a estratégia radical de boicote a produtos cuja propaganda agrida a dignidade ou direitos de consumidoras/es: “Caso contrário, estaremos fadadas a viver no país que tem as bundas como imagem”, citando o exemplo da campanha “Levanta Brasil”, das meias Trifil. Lembrou que “80% das decisões de consumo são feitas pelas mulheres – mas este poder é exercido individualmente, nos pontos de venda. Precisamos de uma rede que nos permita organizar coletivamente esta decisão. É importante nos comunicarmos para articular isto”.

A ministra Nilcéa Freire reconheceu que, de modo geral, a SPM não tem acionado judicialmente as instâncias quando um direito constitucionalmente garantido é desrespeitado. Mas confessou que isto deve ser feito com relação à propaganda e também a outras questões, admitindo a possibilidade de transversalizar a discussão desses casos, realizando audiências (até mesmo através de videoconferências) com diferentes ministérios, secretarias especiais e grupos demandantes.

Concessões de TV e rádio: tema prioritário
A Constituinte de 1988 estabelece que as ondas eletromagnéticas são um bem público e que, portanto, a cidadania tem direito de interferir no que se passa nesta seara. No entanto o desrespeito às regras vigentes para as concessões públicas de televisão e rádio é generalizado: foram citados o descumprimento do limite de tempo dentro da programação para veicular publicidade (inclusive merchandising); emissoras operando com concessões vencidas há mais de uma década; rádios que têm concessão para uma cidade, mas operam em outra; concessões cedidas a parlamentares ou “laranjas”. Enquanto isto acontece de forma descarada, rádios comunitárias com genuíno caráter de utilidade pública encontram enormes barreiras para obter autorização de funcionamento. A este respeito circulou um abaixo-assinado, entregue à ministra ao final do evento.

A jornalista Bia Barbosa, do Intervozes - Coletivo Brasil de Comunicação Social divulgou as Mobilizações por controle social sobre as concessões de rádio e TV, que se realizarão em 5 de outubro próximo, com participação de diversas organizações preocupadas com a democratização dos meios de comunicação. Para ela, esta luta não deve ser levada apenas por especialistas. Ao contrário, é importante que movimentos de mulheres, movimento negro e movimento de direitos humanos se somem à reivindicação por maior transparência e cumprimento da legislação, o que “já seria uma revolução, embora esta legislação esteja defasada, comparativamente a outros países”. Outro ponto enfatizado foi a realização de uma Conferência Nacional de Comunicação, tão falada desde a Constituinte de 1988 mas até hoje protelada pelos governos, rendidos ou pactuados com grandes interesses empresariais estão em jogo.

Surpreendida com a perspectiva desta Conferência, a representante do Unifem, Junia Puglia, lembrou que as agências do sistema ONU trabalham de forma
articulada, reunindo-se periodicamente para discutir estratégias conjuntas para promoção da eqüidade de gênero e raça. Este grupo precisa ser acionado com relação a esta Conferência, e esta comunicação terá “uma força enorme se partir das mulheres”, afirmou Puglia, “sobretudo se as propostas forem formuladas por redes nacionais.

Não é pequena esta tarefa, pois significa contrapor-se ao poder das empresas privadas de telecomunicações, colocando o dedo na ferida dos jogos de favorecimento e barganha política há anos instalados no setor. A iminente renovação de concessões e a inauguração da era da televisão digital no Brasil tornam esta empreitada ainda mais complicada quando o objetivo é garantir que a cidadania tenha voz e voto neste processo. Boas estratégias precisam ser traçadas e isto não se fará sem uma assessoria jurídica de peso, especializada em processos de telecomunicações. O movimento pela democratização da informação no Brasil precisa do respaldo e participação de operadores do Direito e representantes do poder Judiciário que tenham comprometimento com a causa.

Atuar e produzir: condição básica
Schuma Schumaher, da Redeh (Rede de Desenvolvimento Humano), voltou ao tema trazido por Jacira Melo em sua palestra, do arrefecimento na produção em mídia (rádio, jornal e televisão) com recorte de gênero. Abraçar a luta por uma comunicação democrática exige uma produção constante e a garantia de espaços de veiculação. É preciso, portanto, potencializar esta produção, trazer para o diálogo esforços já existentes, como a Rede de Mulheres no Rádio, ampliar temáticas e abrir-se para novas parcerias.

“Esta agenda precisa crescer em todas as articulações, redes e organizações feministas, dialogando com novas vozes (como o Intervozes), aprendendo com quem está praticando estratégias criativas, abrindo para novas parcerias e para somar esforços na busca de experiências que têm dado certo. Aprimorar a capacidade de diálogo e parceria. Este é um grande desafio”, reafirmou Jacira Melo.

A questão do ensino formal
Várias das mulheres que elogiaram o Seminário eram do meio acadêmico, opinando que o evento trouxe “luzes” para novas abordagens curriculares ou mesmo orientação de teses, incorporando nas áreas de jornalismo e publicidade a perspectiva de gênero e direitos humanos. Foi citado o modelo da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (ANDI), de parceria com universidades para formação de profissionais, com disciplinas de caráter optativo voltadas para a prática profissional na área de infância. Atenta a este ponto, a ministra Nilcéa Freire informou sobre a reedição do prêmio Construindo a Igualdade de Gênero - oferecido pelo CNPq às categorias estudantes e também graduados/as - que vem com novidades este ano.

Rachel Moreno lembrou que esta abordagem deve começar ainda na educação infantil.

Ao final, foi proposto que o Seminário A Mulher e A Mídia se regionalize e se desloque para ser realizado em outras cidades (que o próximo seja promovido no Rio Grande do Norte, por exemplo). E que a SPM produza e distribua uma apostila com as apresentações das palestrantes em power point.

A ministra adiantou a possibilidade de que a SPM financie a criação de um Observatório Mulher e Mídia, nos moldes do que foi feito com a Lei Maria da Penha (via edital público para apresentação de entidades consorciadas).

 

Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006
 

§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo companheiro

§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade

§ 64% acham que o agressor deveria ser preso

§ 75% consideram que as penas aplicadas em casos de violência contra a mulher são irrelevantes

§ Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio
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