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Fragmentos da mulher na publicidade: um corpo sem cabeça e sem alma*

 

Jacira Melo e Marisa Sanematsu*

 

As mulheres realizaram a grande revolução social e política do século 20. Nunca na história as mulheres conquistaram tantos direitos e reconhecimento nos espaços público e privado. Elas apresentam índices cada vez mais altos de escolaridade, uma participação significativa no mercado de trabalho e um grande poder de decisão na hora de consumir. Em um século, as mulheres derrubaram dogmas arraigados das sociedades ocidentais e alcançaram, com garra e competência, o reconhecimento de que elas são parte fundamental dos esforços para que se alcancem o desenvolvimento e a justiça social. Mas ainda falta muito a conquistar, em especial respeito e poder. A publicidade, como debate o texto a seguir, continua na contramão da história das mulheres.

 

Diferentes pesquisas sobre a imagem da mulher na publicidade mostram que as mulheres consideram que a representação dominante é a da “mulher sexual”. É importante salientar que são pesquisas realizadas ao longo das últimas duas décadas por agências de renome nos mercados publicitários nacional e internacional. Esses estudos revelam que há uma crítica geral à exploração publicitária do corpo da mulher, usado como chamariz para promover a venda dos mais diversos produtos. A imagem sexualizada da mulher é a mais fortemente rejeitada pelas próprias mulheres.

Uma das mais recentes pesquisas realizadas nesse campo – batizada de Miss Understood – foi coordenada pela agência Leo Burnett, que promoveu grupos de discussões em sete países: Brasil, México, Estados Unidos, Inglaterra, Índia, Japão e China (Leo Burnett, 2004). Foram ouvidas 180 mulheres das classes A e B, entre 16 e 40 anos, que têm o hábito de ver TV e ler jornal e revistas, com o objetivo de descobrir do que a mulher gosta ou o que rejeita, e qual é o modo de se comunicar com ela.

Segundo os resultados da pesquisa, as mulheres não suportam enrolação, detestam ser retratadas por meio de estereótipos e valorizam, acima de tudo, o humor e a emoção. Marlene Bregman, uma das coordenadoras do estudo da Leo Burnett no Brasil, diz que a mulher quer respeito, além de humor, emoção e sexo. “Sim, mulher adora sexo! Ela não gosta é de machismo, de ser retratada como a gostosona cretina, reduzida a curvas e peitão...”, disse ela em reportagem da revista Cláudia (2005). Como se vê, as mulheres são bastante críticas aos padrões da publicidade. A pesquisa da agência Leo Burnett serve de advertência para criativos da publicidade de diversos países: as mulheres se vêem com diferentes capacidades, desejos e instrumentais, para além do sexo, e, assim, rejeitam as propagandas que as reduzem a objeto sexual.

 

Forte, trabalhadora e livre

As pesquisas que captam a visão das mulheres sobre a publicidade revelam que elas esperam que os anúncios valorizem a mulher como ela é, isto é, alguém que tem corpo, mas também tem cabeça, que tem beleza e, ao mesmo tempo, inteligência.

Quando o tema em questão é a identificação da consumidora com a mulher da publicidade, os resultados das pesquisas coordenadas pelas agências publicitárias são claros: anseios, atitudes e conquistas das mulheres não estão bem representados nos anúncios e comerciais.

Um outro estudo, “A mulher na publicidade”, coordenado pela executiva de planejamento e pesquisa da agência de publicidade F/Nazca S&S, Cecília Novaes, levantou os arquétipos mais comuns da publicidade brasileira e os classificou entre aqueles que suscitam maior e menor identificação (Novaes, 2005). O resultado é que o público feminino se identifica mais com os arquétipos das mulheres trabalhadoras, fortes, livres e mães. Os arquétipos de menor identificação são o da mulher-objeto, das empregadas domésticas e das mulheres maravilhosas.

 

Cinco dicas para atingir as mulheres

E por que será que a indústria da publicidade erra tanto a mão quando o tema é mulher? A pesquisa internacional da Leo Burnett demonstra que uma fatia significativa da publicidade está na contramão das consumidoras (Leo Burnett, 2004). No estudo, foram levantadas cinco áreas-chave ligadas à mudança da percepção feminina: autenticidade, humor, emoção, sexo e dinheiro. Baseada nessas descobertas, a equipe da Leo Burnett propõe cinco atitudes para uma boa comunicação com as mulheres:

1) Seja verdadeiro. Não enrole, senão ela deixará você falando sozinho. Para conquistar a consumidora, vale ser exagerado, poético. Se algo soar falso, porém, você perde;

2) Não tenha medo de recorrer ao humor, porque a mulher adora rir, até de si mesma;

3) A emoção deve ser usada com cuidado. Se errar a mão, adeus! O radar feminino é incrível para esse assunto;

4) Sexo vende, mas é preciso experimentar novas posições. Um exemplo é o seriado Sex and the City, com linguagem “refrescante”, que revela a maneira como as mulheres modernas gostam de ser vistas;

5) Considere que nunca a mulher teve tanto dinheiro na mão.

 

Quem decide são elas

Aliás, se o assunto são compras, o poder é das mulheres. Para dimensionar o tamanho desse poderio econômico, basta lembrar que as mulheres no Brasil possuem 46% dos cartões de crédito, escolhem 95% das marcas de alimentos e quase 100% dos produtos de limpeza para a casa. Estudo realizado pelo Grupo NPD em 51 mil lares norte-americanos, e divulgado pela Reuters em janeiro de 2006, mostra que são as mulheres que tomam a maior parte das decisões sobre as compras e o lazer da família.

Mesmo com tanta evidência sobre a importância da consumidora na hora da compra, parte importante da publicidade parece estar de costas para as mulheres. As pesquisas são explícitas: para as consumidoras, a propaganda veicula modelos ultrapassados e conservadores de identidade feminina, por exemplo, a mãe feliz do comercial de margarina ou a moça que se resume a um par de seios no anúncio de cerveja.

Sobre esse ponto, a publicitária e pesquisadora Clarice Herzog, que coordenou a pesquisa “Como a propaganda retrata a mulher” (1987), faz uma análise definitiva:

“O problema de identificação se agrava porque a propaganda costuma operar com estereótipos, com modelos únicos, de generalizações. Ainda hoje, nos filmes publicitários, a mulher inteligente é a que se profissionalizou; a mulher sensual é a jovem; a dona-de-casa é uma pessoa que se realiza única e exclusivamente através da realização da sua família; o velho é uma pessoa boa e ingênua.”

Os estereótipos valem para as diferentes personagens, mas em especial para as mulheres. Esses estereótipos fragmentam as mulheres, que, na maioria das vezes, estão nos filmes de publicidade resumidas a um par de seios ou a um exuberante traseiro. Por quanto tempo mais vamos debater a publicidade e cobrar a ausência da mulher por inteiro? Em 2005, no seminário Mulher e Mídia, realizado pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, um grupo de publicitárias de prestígio resumiu o que significa mostrar tudo da mulher: em primeiro lugar, não decepar a cabeça da mulher e considerar tudo o que há dentro de uma cabeça – pensamentos, idéias, raciocínio, sentimentos e emoção.

 

Impacto sobre o imaginário

Como observamos, as pesquisas revelam que as mulheres não se identificam em nada com as mulheres glamorosas e perfeitas que são exibidas nas propagandas da televisão brasileira – magras, jovens, brancas e loiras. A irrealidade da representação da mulher é assunto antigo e persistente. Em 1987, Clarice Herzog havia escrito:

“o aspecto mais geral criticado na representação publicitária feminina é sua dimensão de irrealidade, já que a propaganda em geral opera no plano de uma ‘mulher símbolo’, de uma ‘mulher ideal’, de um ‘eu produzido’, de uma ‘mulher ilusão’, de uma ‘mulher perfeita’.”

O padrão estético disseminado pela mídia em geral, e pela publicidade em especial, oferece um modelo de beleza feminina de difícil acesso. Assim, se, por um lado, as mulheres dizem não se reconhecer na imagem dominante da exposição publicitária, por outro elas cobram de si mesmas – e são cobradas – continuamente para atingir esse modelo ideal de beleza.

 

Mas que ideal é este?

É o ideal da mulher magra, cabelos esticados, jovem, branca e loira. A imposição desse modelo faz com que a mulher seja presa fácil de todo tipo de produto estético, em especial os que prometem milagres. Sabe-se que a frustração feminina com a própria imagem e a conseqüente busca por uma aparência mais próxima dos padrões repetidos à exaustão pela mídia alimentam uma poderosa indústria (leia mais no boxe). Só em 2003, as brasileiras gastaram R$ 17 bilhões na compra de produtos cosméticos e de perfumaria.

Embora isso ocorra não só no Brasil, mas também em vários outros lugares do mundo, as mulheres brasileiras são as que se mostram mais insatisfeitas com seu corpo e seguem frustradas, perseguindo o ideal estético perfeito. É o que mostra uma ampla pesquisa realizada em dez países pela empresa Unilever (Etcoff, 2004). Dos países investigados, entre eles Estados Unidos, Inglaterra e França, o Brasil aparece como aquele em que as mulheres estão mais desconfortáveis consigo mesmas.

Segundo o estudo, as brasileiras são as mais preocupadas em ter um rosto bonito, a pele bem cuidada, o corpo em forma e uma imagem sexy. À primeira vista, esses dados poderiam ser interpretados como uma prova da obsessão das brasileiras pelo físico. É bem verdade que, em poucos países do ocidente, a televisão expressa e impõe com tanta força um modelo único de beleza feminina como a TV brasileira. A conseqüência dessa ditadura da beleza aparece nos números da pesquisa Unilever (veja o gráfico), que mostram que as mulheres brasileiras perseguem um ideal estético perfeito, projetado pela mídia e praticamente inalcançável. Por isso, estão insatisfeitas, frustradas e com a auto-estima abalada na sua relação com seu próprio corpo.

 

(gráfico)

O que as brasileiras declaram ver quando estão diante do espelho

Uma pessoa nada sexy 100%

Uma imagem pouco bonita 98%

Uma pessoa estressada 91%

Alguém que precisa de plástica 54%

Uma silhueta meio gordinha 51%

FONTE: ETCOFF (UNILEVER/DOVE, 2004).

 

Merchandising abusa da confiança da espectadora

A frustração feminina com a própria imagem e a conseqüente busca por uma aparência mais próxima dos padrões repetidos à exaustão pela mídia alimentam o negócio do merchandising de produtos de saúde e beleza que são anunciados em programas dirigidos ao público feminino exibidos durante o dia na TV aberta. No merchandising, o produto que está sendo vendido é anunciado durante o programa e avalizado pela apresentadora ou pelo apresentador que comanda a atração.

Frustrada e com a auto-estima em baixa, a mulher freqüentemente se torna presa fácil dos produtos de estética e saúde que prometem soluções ou resultados rápidos. Se sozinha ela não consegue atingir o padrão de beleza ditado pela mídia, ela acaba vendo um acesso fácil para seus anseios nos produtos anunciados pelo sistema de merchandising por programas e apresentadores em quem ela confia.

O Instituto Patrícia Galvão, em parceria com a ComSenso – agência de estudos do comportamento – e com o apoio do Global Fund for Women, realizou, em agosto de 2004, uma pesquisa qualitativa que teve como objetivo verificar a percepção que as mulheres têm do merchandising de produtos de estética e saúde nos programas femininos veiculados na TV (Instituto Patrícia Galvão; ComSenso, 2004). Buscou-se conhecer: atenção, compreensão, interesse, mobilização, credibilidade, adoção e resultados.

Genericamente, as mulheres sentem que esses programas são dirigidos a elas e se preocupam com elas: reconhecem suas necessidades e carências; fornecem um espectro variado de informações; dão suporte e apoio; estimulam e “dão força”.

Qualquer produto que prometa rejuvenescimento, emagrecimento e enrijecimento, segundo as pesquisadas, seduz e, freqüentemente, conquista as mulheres. Dizem elas:

“Eu acho que eles montaram uma fábrica em cima da mulher gorda... Tudo  quanto é produto é para isso... Desde a cama elástica, o aparelho para o abdômen e o BioRedux.”

“Quem é gorda quer emagrecer. Você fica ansiosa de perder peso sem fazer força... E cada novo produto parece diferente do outro, abre outra possibilidade.”

A aceitação passiva das mulheres em relação ao merchandising reflete a relação de confiança dessas telespectadoras com o programa feminino, o que prejudica a percepção crítica dessas mulheres. Já nos grupos de discussão, as mulheres vivenciam um descolamento emocional do programa feminino e descrevem a imagem da mulher no merchandising. Para elas, os merchandisings olham a mulher como alguém muito insatisfeito; consideram-na pouco crítica; tratam-na como alguém ansiosa e carente; prometem uma inserção no mundo; incrementam o consumismo; e iludem a mulher. Assim elas apontam:

“A TV vende a imagem-padrão. Você tem que estar bonita, magra, esbelta e, se não estiver, se sente mal. Agora, como vou conseguir ficar como aquela modelo linda e maravilhosa? Comprando os produtos que eles dizem que dão esse resultado. Ora, isso frustra.”

“Não tem nenhum comercial na TV que fala que você é bonita do jeito que você é. Desse jeito a gente fica se sentindo um bagulho.”

Existe uma relação de conflito entre essa audiência e as atrações apresentadas nos programas. Enquanto os programas, segundo o estudo, procuram valorizar a mulher, tratando-as com respeito e buscando transmitir informações úteis e importantes, a maioria dos merchandisings as trata como pessoas insatisfeitas, pouco críticas e que podem ser facilmente iludidas com promessas milagrosas.

 

Em sintonia com as consumidoras

Do total de mulheres pesquisadas nos dez países pela Unilever, 76% declaram que gostariam de que a beleza feminina fosse retratada pela mídia como sendo composta por mais do que apenas atração física, e 75% consideram que a mídia prestaria um melhor serviço se retratasse mulheres de tipos variados em termos de idade, tamanho e forma.

De posse desses dados, a Dove, marca de cosméticos que pertence ao Grupo Unilever, resolveu ouvir as mulheres e lançou mundialmente a “Campanha pela Real Beleza” (Unilever/Dove, 2006), que traz para o centro dos anúncios mulheres de todas as cores, gerações, tamanhos e formatos, mostrando que elas podem ter rugas e imperfeições e, ainda assim, serem muito bonitas, atraentes, alegres e seguras. Indo contra a receita tradicional e em sintonia com sua consumidora, a Dove ousou trabalhar fora do padrão de beleza imposto pela mídia. O resultado foi o maior sucesso: após o lançamento da campanha, as vendas dos produtos Dove aumentaram 33%.

Os resultados das pesquisas citadas demonstram que a presença estereotipada da imagem da mulher na publicidade é uma realidade comum no contexto da programação da mídia brasileira e mundial. Esses estudos evidenciam que estamos diante de importantes questões, que envolvem não apenas as estratégias publicitárias para seduzir consumidores e consumidoras, mas também aspectos complexos, como a relação entre ética e mídia e a questão da responsabilidade social empresarial. Trata-se de um debate ao mesmo tempo antigo e ainda incipiente, que merece maior atenção por parte de profissionais e empresas de propaganda.

Diante da constatação de que as mulheres consideram que estão sendo retratadas de forma inadequada, é de fundamental importância que se discutam os efeitos dessa representação no imaginário da população e na construção da subjetividade das mulheres. Como mostrou a pesquisa da Unilever, a imposição de um padrão de beleza praticamente inatingível gera mulheres frustradas, insatisfeitas e com baixa auto-estima. E, além de impor um ideal estético, a publicidade também não expressa a diversidade social, étnica, cultural e geracional.

Certamente, ainda serão necessários muitos debates, pesquisas e investimentos até que essa discussão avance e comece a influenciar corações e mentes de anunciantes e publicitários. Para tanto, é preciso o envolvimento dos diversos setores da sociedade – que precisam manifestar sua indignação quando se sentem agredidos ou desrespeitados – e, mais especificamente, de órgãos como o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar). Atualmente, o Conar recebe um número mínimo de queixas sobre a imagem da mulher nas peças publicitárias; as poucas denúncias dizem respeito somente a abusos evidentes, como os casos de imagens pornográficas.

Cabe uma última questão: de que maneira a sociedade civil deve se preparar e se articular para estabelecer um diálogo crítico e construtivo com a mídia e a indústria da publicidade? Mais do que criticar cegamente a propaganda em relação às mulheres, é necessário conhecer e debater em profundidade as pesquisas disponíveis, para construir um pensamento crítico e formular propostas e intervenções.

 

Referências Bibliográficas

ETCOFF, N. et al. A verdade sobre a beleza: um relatório global. 2004. Disponível em <http://www.dove.com.br/uploadedFiles/br/dove_white_paper_final.pdf>. Acesso em: 10 mar. 2006.

HERZOG, Clarice. Como a propaganda retrata a mulher: uma nova leitura sete anos depois. São Paulo: Standard, Ogilvy & Mather, 1987. Mimeo.

INSTITUTO PATRÍCIA GALVÃO; COMSENSO. Merchandising abusando da confiança da consumidora. Instituto Patrícia Galvão, 2004. Disponível em <http://www.patriciagalvao.org.br/novo2/t18a.htm>. Acesso em 14 mar. 2006.

LEO BURNETT. Leo Burnett discovers ads aimed at Women Fall Short on Five Counts. 23 jun. 2004. Disponível em <http://www.leoburnett.com/missunderstood/PressRelease6-23-04.doc>. Acesso em: 10 mar. 2006.

NOVAES, Cecília. A mulher na propaganda. F/Nazca S&S, 2005.

PODEROSA: é assim que a mulher gosta de ser retratada na publicidade. Claudia, São Paulo, n. 520, jan. 2005.

SE O ASSUNTO são compras, o mundo é das mulheres, diz estudo. Reuters, 27 jan. 2006.

UNILEVER/DOVE. Campanha pela Real Beleza. Disponível em <http://www.dove.com.br>. Acesso em: 10 mar. 2006.

 

* Publicado originalmente pelo Ibase na revista Democracia Viva, nº 31, abril-junho/2006, p. 76-81

 

** Jacira Vieira de Melo

Especialista em comunicação social, bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e mestra em Jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Consultora de organizações sociais sobre comunicação política. Atua no movimento feminista desde o fim da década de 1970. É empreendedora social da Rede Ashoka. Desde 2000, é diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão – Comunicação e Mídia. jaciramelo@uol.com.br

 

Marisa Sanematsu

Jornalista, com mestrado pela USP. É editora de conteúdo de sites na Internet e consultora de projetos de comunicação para organizações não-governamentais. Atualmente edita o portal Violência contra a Mulher (www.violenciamulher.org.br) do Instituto Patrícia Galvão. msanematsu@uol.com.br

 
Pesquisa Ibope
 
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