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Participantes da Conferência
Nacional LGBT reivindicam na Carta de Brasília: "Nem
menos, nem mais: direitos iguais!"
Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais,
Travestis e Transexuais (LGBT) foi realizada nos últimos dias 5 a 8 de
junho em Brasília. Os resultados do encontro – primeiro do gênero
neste campo no mundo e que tinha como tema principal “Direitos Humanos
e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays,
Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT)” - ecoam e
apresentam uma série de desafios para a promoção da cidadania e de
combate à violência e à discriminação.
Entre os desafios apontados pelos(as) participantes do encontro, estão
a elaboração de políticas públicas, a construção do Plano Nacional de
Direitos Humanos e Cidadania LGBT e o fortalecimento e cumprimento do
Programa Brasil sem Homofobia (de combate à violência e à
discriminação e de promoção da cidadania homossexual, de 2004). Para
Ricardo Salles Mölnar, da Associação Brasileira Interdisciplinar de
Aids – ABIA, associada da Abong que acompanhou o processo da
conferência, “o Brasil vem avançando em relação aos direitos da
população LGBT, mas grande parte destas mudanças se deve às ações do
movimento organizado e iniciativas isoladas de gays, travestis,
lésbicas e transexuais. Existem algumas iniciativas governamentais de
diálogo e a conferência é um exemplo de postura do Estado se propondo
a assumir o compromisso de garantir a promoção da cidadania destas
populações com a participação efetiva destes grupos organizados no
processo”.
Para Mölnar, o movimento LGBT tem como desafio principal neste momento
monitorar e pressionar o poder público para que reconheça e legitime
os direitos reivindicados por estes grupos. E dentro destas, aponta
algumas urgências, “como a aprovação do projeto de lei que criminaliza
a homofobia e a que reconhece a união civil entre pessoas do mesmo
sexo, assim como a que autoriza a mudança do nome civil para travestis
e transexuais, explicitado no documento final da Conferência, como
forma de combater a violência (física e simbólica) e a discriminação
contra esta população”.
O documento ao qual Mölnar se refere é a Carta de Brasília, lançada ao
final do evento, em que estavam presentes reivindicações do movimento.
O documento afirma que “o processo de mobilização social e a
consolidação de políticas públicas em todas as esferas do Estado são
fatores determinantes para a construção de uma sociedade plenamente
democrática, justa, libertária e inclusiva”. Seus(uas) signatários(as)
assumem o “o compromisso de nos empenharmos cada vez mais na luta pela
erradicação da homofobia, transfobia, lesbofobia, machismo e racismo
do cotidiano de nossas instituições e sociedade, e por um Estado laico
de fato”.
A conferência reforçou o papel do Estado nesta construção: “cabe ao
Poder Público (Executivo, Legislativo e Judiciário), o dever do
diálogo, entre seus órgãos, e com a sociedade civil, com vistas à
convalidação de direitos e à promoção da cidadania LGBT; seja pela
ampliação, transversalidade e capilaridade de políticas públicas; pelo
aprimoramento legislativo e pelo avanço jurisprudencial que reconheça,
no ordenamento constitucional, a legitimidade de direitos e garantias
legais reivindicadas pelo público LGBT em suas especificidades”.
* Leia a íntegra da Carta de
Brasília - Documento final da Conferência Nacional de Gays, Lésbicas,
Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) em
http://www2.abong.org.br/final/caderno2.php?cdm=19108
--Divulgado pelo
Informes ABONG, 424, 19/06 a
03/07/08.
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Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006 |
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§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo
companheiro
§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa
como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade
§ 64% acham que o agressor deveria ser preso
§ 75% consideram que as penas aplicadas em casos de violência
contra a mulher são irrelevantes
§
Nove em cada 10 mulheres lembram de
ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou
rádio
Leia mais
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