» Capa » Notícias
 
 

Seminário Nacional

Rio de Janeiro, 22 e 23 de setembro de 2007
Carta do Rio de Janeiro

Por uma TV Pública independente e democrática, que amplie os canais de expressão das mulheres brasileiras

Esta foi uma das importantes conclusões do Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 4, realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e Unifem (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher). As participantes do Seminário reivindicam que as mulheres sejam protagonistas, produtoras e proponentes, e não apenas espectadoras da TV Pública.

Nos dias 22 e 23 de setembro, 215 participantes, de 25 estados brasileiros, representantes de organismos governamentais pelos direitos das mulheres, ativistas de organizações da sociedade civil, militantes dos movimentos de mulheres, comunicadoras de rádio e TV, acadêmicas e profissionais da cultura, debateram temas como TV pública: Ampliação dos canais de expressão para mulheres?; A mídia desqualifica as mulheres no poder?; Cultura, comunicação e uma mídia não-discriminatória; e As mulheres e as novas fronteiras da mídia.

Participaram dessas mesas de debates profissionais de diferentes veículos de comunicação.

O Seminário A Mulher e a Mídia 4 teve como referência o resultado da II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, realizada em agosto passado, e que mobilizou mais de 200 mil mulheres em todos os estados e em milhares de municípios do país. Nessa II Conferência os movimentos de mulheres e feminista aprovaram a inclusão de cinco novas prioridades para o Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, entre elas o eixo Cultura, Comunicação e uma Mídia Não-Discriminatória, para a estruturação e implementação de políticas nas diversas áreas de governo.

As participantes do Seminário A Mulher e a Mídia 4  se declararam signatárias do Manifesto de Brasília, elaborada no I Fórum Nacional de TV Pública em 11 de maio. Ao mesmo tempo, teceram propostas para a futura TV Brasil afirmando:

Ø      a TV Pública deve destacar-se como um espaço de expressão das mulheres e de todos os segmentos da sociedade que defendem o direito à informação, à comunicação, à justiça e priorizam a produção de conteúdos não-discriminatórios;

Ø      a TV Pública deve ser um espaço de expressão das diferenças de gênero, étnico-raciais e de orientação sexual;

Ø      a TV Pública deve promover a produção independente e fomentar o amplo acesso de mulheres à produção de discursos televisivos, com especial atenção para a regionalização;

Ø      a TV Pública deve garantir espaço e definir critérios transparentes e democráticos para o direito de resposta dos/as telespectadores/as;

Ø      a TV Pública deve promover debates sobre o impacto da desigualdade de gênero, racial/étnica e por orientação sexual na sociedade brasileira, visando uma comunicação não-discriminatória para as gerações futuras.

As participantes do Seminário A Mulher e a Mídia 4 entendem que a composição do Conselho Curador da TV Brasil deve expressar a diversidade da sociedade brasileira. Assim, reivindicam a indicação de uma representante da sociedade civil para o Conselho e recomendam que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres tenha assento nesse Conselho como representante do governo federal.

A expectativa das participantes do Seminário A Mulher e a Mídia 4 é que a TV Pública – em seu modelo de gestão, programação e fiscalização do seu discurso televisivo a partir de um Conselho Curador diverso e representativo dos vários segmentos da sociedade  – impulsione o debate sobre a elaboração, necessária e urgente, de um marco regulatório para o sistema de comunicação brasileiro.

TV Pública no Brasil, independente e democrática, é importante para as mulheres!

 

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2007

Seminário Nacional A Mulher e a Mídia 4

Pesquisa Ibope
 
Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006

§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo companheiro

§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade

§ 64% acham que o agressor deveria ser preso

§ 75% consideram que as penas aplicadas em casos de violência contra a mulher são irrelevantes

§ Nove em cada 10 mulheres lembram de ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou rádio
Leia mais

Instituto Patrícia Galvão - Comunicação e Mídia
Av. Brig. Luiz Antonio, 2050 - cj. 141 - ala B - CEP 01318-002 - São Paulo/SP
Fones: (11) 3266.5434 / 3285.4951 e-mail: ipgalvao@uol.com.br
Apoios: Instituto Avon - CCR - Fundação Ford - Global Fund for Women - IWHC - SPM - UNFPA - UNIFEM