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Governo, empresários e movimento social
selam acordo para a Confecom
Governo,
empresários e entidades sociais fecharam hoje um acordo para dar
continuidade aos preparativos da Conferência Nacional de Comunicação,
prevista para acontecer na primeira semana de dezembro. A proposta que
prevaleceu foi de designação de 1.500 delegados, sendo 40% escolhidos pelos
movimentos sociais, 40% pelos empresários e 20% pelo governo. O quórum
qualificado para votar os temas mais sensíveis ficou em 60%, mas terá que
ter pelo menos um representante de cada um dos três segmentos envolvidos.
Segundo o ministro Hélio Costa, essa nova versão do quórum qualificado
impede o poder de veto, posição que não é acompanhada por todas as entidades
sociais, que consideram uma forma de controle dos temas principais. Eles
também discordam da divisão da representatividade, argumentando que o setor
empresarial não representa 40% da sociedade, mas acabaram aceitando o
acordo, temendo que o evento ficasse inviabilizado. A única entidade que
votou contra o acordo foi a Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação
Social, soltou nota reclamando do esforço do governo para manter os
empresários na conferência a ponto de comprometer as negociações que, no
futuro, irá interferir nos debates e aprovações de documentos.
As duas entidades empresariais, que ainda continuam na comissão organizadora
do evento, queriam o quórum qualificado para as votações importantes de 60%
mais um, porém aceitaram a nova proposta. Somente continuam na comissão
organizadora da Confecom a Telebrasil, que representa as operadoras de
telecom, e a Abra, que reúne a Band e a Rede TV!. a Abert (de radiodifusores),
Abranet (dos provedores), ABTA (das TVs por assinatura), Aner, Adjori e ANJ
(da mídia impressa) oficializaram a saída da coordenação da conferência em
decorrência da impossibilidade de acordo, sobretudo com relação à definição
dos temas secundários do evento.
Na próxima terça-feira, os três segmentos vão discutir a minuta do regimento
interno da Confecom, com os termos acordados, quando será testada a
possibilidade de aprovação com o quórum definido. A previsão é de que o
documento, que balizará as etapas regionais da conferência, deve estar
aprovado. Depois disso, o governo enviará sugestão aos governos estaduais
para que convoquem os debates nas suas regiões.os ministros Luiz Dulci (Secretaria-geral
da Presidência) e Franklin Martins (Secretaria de Comunicação Social) também
participaram da reunião.
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| Pesquisas sobre
Violência Contra a Mulher
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Pesquisa Ibope / Instituto
Avon
2009 sobre as percepções e reações da sociedade sobre a violência
contra a mulher
*
55%
conhecem casos de agressões a mulheres
* 39%
dos que conhecem uma vítima de violência tomaram alguma atitude de
colaboração com a mulher agredida
* 56%
apontam a violência doméstica contra as mulheres dentro de casa como o
problema que mais preocupa a brasileira
*
Houve expressivo
aumento do conhecimento da Lei Maria da Penha de 2008 para 2009, de 68%
para 78%
*
Maioria defende prisão
do agressor (51%); mas 11% pregam a participação em grupos de reeducação
como medida jurídica
* Na
prática, a maioria não confia na proteção jurídica e policial à mulher
vítima de agressão
*
44% acreditam que a
Lei Maria da Penha já está tendo efeito
*
Para a população,
questão cultural e álcool estão por trás da violência contra a mulher
*
48% acreditam que
exemplo dos pais aos filhos pode prevenir violência na relação entre
homens e mulheres
Leia mais
Pesquisa Ibope / Themis
2008 sobre a
Lei Maria da Penha
§ 68%
conhecem a Lei Maria da Penha
§ 83% dos que conhecem aprovam a
Lei
§ 38% acreditam que as mulheres agredidas
procuram a delegacia da mulher, enquanto 19% acham que elas procuram
as delegacias comuns de polícia
§ 42% acham que as mulheres que
são agredidas não costumam procurar serviço ou apoio
Leia mais

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Pesquisa Ibope
Instituto Patrícia Galvão
2006§ 51% conhecem ao menos uma mulher que é ou foi agredida pelo
companheiro
§ 33% apontam a violência contra a mulher dentro e fora de casa
como o problema que mais preocupa a brasileira na atualidade
§ 64% acham que o agressor deveria ser preso
§ 75% consideram que as penas aplicadas em casos de violência
contra a mulher são irrelevantes
§
Nove em cada 10 mulheres lembram de
ter assistido ou ouvido campanhas contra a violência à mulher na TV ou
rádio
Leia mais
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